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quarta-feira, 13 de março de 2013

UM DIA DE SOL por FÁBIO MONTEIRO




Hoje me deu vontade de mar. De areia nos pés, sorvete de limão,
banho de praia.
Veio um calor de verão e a brisa soprava, soprava.
Água de coco, sol escaldante, guarda sol.
Hoje senti uma irresistível vontade de mar.
Mar de ressaca de ondas gigantes, que invade a geografia e derrama
sua espuma sob o chão, molha como se lambesse a terra.
O isopor cheio de lanches para o dia inteiro; misto de queijo com
mortadela, bolo de cenoura.
Garrafão cheinho de refrigerante gelado. Brincadeiras na areia com o
disco voador, dribles e chutes para o gol, descanso com a barriga
apontando para o céu.
Vida melhor não tinha! Aquilo tudo era nosso e de nosso mesmo só a
liberdade.
Hoje deu vontade de areia quente nos pés. De voltar a um tempo de
caramelo, de lua e estrelas.
Vontade de soprar feito brisa,  correr feito água que foge dos pés,
gritar para o tempo:

 - Eu sou sol!

O dia desenhou seu contorno de praia livre,

Sol escaldante e fiquei a espera de uma lua redentora que suba no
céu, desenhando contornos tão sublimes que passa feito filme em tela
grande.

Feito as memórias de criança que ardem em todos os verões.

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