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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Crianças com Síndrome de Down ajudam a transformar o ambiente nas escolas , dizem educadores em debate gratuito da Editora do Brasil


“Dias cansativos e muitos amigos diferentes. Os da escola gostam tanto de leitura quanto eu. Mas, não dão tanta atenção para mim quanto os de casa. Pensam que não entendo o que entendem. Eu só preciso de um tempo maior para imaginar coisas tão fantásticas quanto eles.” Este é um trecho da narrativa de Flora, uma menina apaixonada por livros, que tem Síndrome de Down, e se sente distante dos demais colegas na escola. A história é contada no livro  O Clube dos Livros Esquecidos (assista booktrailer aqui), escrito por Fábio Monteiro, e que serviu com fonte para a mesa-redonda “Igual, mas diferente: síndrome de Down e inclusão” promovido pela Editora do Brasil no ultimo dia 17 de novembro, na capital paulista. O encontro concluiu o ciclo de debates gratuitos que marca o lançamento da coleção Toda Prosa Falando sobre a vida, Falando sobre o mundo cujas obras tratam dos principais dramas e polêmicas, típicos da infância e adolescência, que têm relevância na vida de todas as pessoas e afetam toda a sociedade. O debate abordou como a escola pode contribuir para a construção do conhecimento, inclusão, autonomia e socialização dos jovens com deficiência. Na plateia, um público composto por 60 pessoas dentre representantes de escolas, coordenadores pedagógicos, professores, educadores, pais, estudantes e interessados no assunto. Todos ouviram atentos ao debate entre o autor Fábio Monteiro, o pediatra José Moacir Lacerda, a psicóloga especialista em Educação, Liliane Garcez, a professora da Escola da Vila, Maria da Paz Castro “Gunga” e a militante para inclusão das pessoas com deficiência, Elizabeth Lucchetti.
No início, o jornalsita Paulo Galvão, mediador dos encontros, perguntou aos convidados se as escolas estão, na prática, preparadas para receber os alunos com algum tipo de deficiência. Para responder a questão, a psicóloga e especliaista na área de inclusão da pessoa com deficiência, Liliane Garcez, disse que a educação inclusiva significa uma educação de qualidade para todas as pessoas. Isso ocorre a partir da troca de informações, da convivência com o aluno e na tentativa de não esteriotipar a criança em cima de preconceitos. Segundo afirma, tanto a sociedade quanto a escola precisam compreender que as pessoas com Síndrome de Down não são diferentes, mas pouco familiares – uma vez que, até pouco tempo, as crianças permaneciam mais em suas casas ou nas clínicas especializadas. “Elas tem sim suas singularidades, mas devemos pensar que são singularidades em determinadas situações de relações sociais e para aprender alguma coisa. Já em outras, não.”
O escritor Fábio Monteiro conta que, inicialmente, pretendia escrever uma história sobre uma criança amante da leitura como enredo para O Clube dos Livros Esquecidos. Ao redigir o texto, se depara com Flora, uma personagem de olhos oblíquos e amendoados, de mãos e pés pequenos. Ela tem uma dificuldade para lidar com algumas situações desafiadoras e, ao mesmo tempo, a menina tem toda a competência e capacidade para tratar do mundo em que vive. Para o autor, a escola é um lugar de diversidade e, simultaneamente, é onde devem ser percebidas as singularidades das crianças. “Isso revela a condição humana de que temos que lidar com todas as pessoas que estão dentro da escola e na vida.”
Já a professora Maria da Paz Castro “Gunga”, a escola,  como uma comunidade voltada a todos os estudantes, deve aceitar o aluno com deficiência e evitar o tratamento diferenciado deste em relação aos outros. Segundo diz, independente das metolodigas de ensino e aprendizagem a serem aplicadas, a presença de uma criança com deficiência auxilia a transformar o próprio ambiente escolar. “A gente aceita essas crianças na escola, mas eles trabalham muito mais pela comunidade do que nós. Eles não são diferentes. Entrou na escola, pegou a mochila, colocou a camiseta da escola, é aluno.”
Mãe de um menino com Síndrome de Down, de doze anos de idade,  Elizabeth Lucchetti relata a busca por escolas que acolham o filho como uma criança da mesma forma que outras. Segundo conta, o filho estuda atualmente numa escola que, independente da pedagogia, aceita alunos com deficiência. No entanto, diz que a pesquisa não foi fácil porque recebeu muitas algumas respostas negativas por falta de interesse ou preparo das instituições e professores. “Numa outra escola, eu percebi que até a tinham a vontade de trabalhar com a inclusão. Mas, eu não senti a receptividade dos professores. Professores que não gostavam de trabalhar com o aluno que tem alguma tipo de dificuldade ou que simplesmente acham que a criança com Síndrome tem que estudar numa escola especial.”
Para o pediatra José Moacir Lacerda, a inclusão é um ato político no qual se pensa em oferecer o mesmo tipo de apoio a qualquer pessoa na perspectiva de receber tratamento idêntico. O médico acrescenta que numa sociedade em que se valoriza o sucesso e a perfeição do corpo, falta para as pessoas o entendimento de que a inclusão começa em si e não no deficiente. “Quando a gente pensa sobre a possibilidade de inclusão, a gente tem que pensar que isso está em nós e não no outro. Enquanto eu olho para o outro porque ele não faz, eu perco a possibilidade de mudar o outro não pelo que eu digo, mas pelo que eu sou.”

Coleção Toda Prosa
A coletânea  Toda Prosa Falando sobre a vida, Falando sobre o mundo compreende dez obras de alta qualidade literária e gráfica cujas narrativas oferecem diversas possibilidades de trabalho em aula, conversas descontraídas a discussões mais profundas. De acordo com os coordenadores da Editora do Brasil, os assuntos selecionados afetam o cotidiano dos jovens e o professor se depara com desafios que não podem ser ignorados no trato dos temas.
Por isso, ao perceberem uma sociedade em transformação, os representantes da empresa entendem que o papel do educador ultrapassa os conteúdos curriculares.  Assim, as quatro mesas-redondas realizadas em outubro e novembro tiveram como referência livros que integram a coleção Toda Prosa. Confira, abaixo, um resumo dos encontros que, além da inclusão da criança com Síndrome de Down, debateram “as novas configurações familiares”, o “bullying: um problema da escola, um problema da sociedade mesa”, o “universo psicológico do aluno e o ambiente escolar”.
Os encontros, mediados pelo jornalista Paulo Galvão, contaram com uma plateia a qual pode sanar dúvidas e interagir com os especialistas. Dessa forma, segundo os representantes do projeto, é possível discutir o papel da escola diante dos principais dramas e polêmicas, típicos da adolescência, que têm relevância na vida de todas as pessoas e afetam toda a sociedade. Os coordenadores pedagógicos e professores de escolas públicas e privadas constituíram o principal público-alvo. Mas, também foi destinado para gestores escolares, pesquisadores e dirigentes de instituições reguladoras da educação em nível regional

Tratamento sobre composições familiares demanda diálogo
As “novas configurações familiares” foi o tema da abertura do ciclo, em 26 de outubro, na qual foi abordado como a escola pode promover o tratamento natural e respeitoso das questões relativas às diferentes composições familiares. Participaram do encontro, o psicólogo e especialista em medicina do comportamento da Unifesp, Ricardo Monezi, a psicoterapeuta especializada na infância e adolescência, Elizabeth Monteiro, o diretor geral do Colégio Marista Arquidiocesano, Ascânio João "Chico" Sedrez, e o autor do livro Vento Forte, de Sul e Norte, Manuel Filho (assista booktrailer aqui). Na obra, o escritor conta a história da menina Luisa, uma criança negra adotada por casal homossexual, e que se depara com situações de preconceito diante da sua realidade. Para os convidados desta mesa, o diálogo contínuo entre responsáveis e educadores é o caminho para melhorar o tratamento igualitário das diferentes configurações familiares.

Bullying: problema de saúde pública
O segundo encontro, realizado no dia 05 de novembro, abordou como a escola, enquanto formadora de cidadãos, pode lidar com as situações de bullying e promover práticas que instituam respeito, a igualdade e a conscientização sobre o problema. A mesa teve como  referência a obra Jogo Duro (assista booktrailer aqui), da autora Eliana Martins, e os especialistas demonstraram que o bullying se tornou um problema real de saúde pública no país. Segundo dizem, a prática atinge igualmente, além das vítimas, os agressores, pais e educadores, geram transtornos psicológicos, doenças como diabetes nervosa e depressão. Assim, ressaltam que o acolhimento aos envolvidos, a prevenção na escola e tratamento familiar são formas de se combater esta violência. Além da escritora, participaram do debate o especialista em medicina do comportamento da Unifesp, Ricardo Monezi, a psicoterapeuta especializada na infância e adolescência, Elizabeth Monteiro, a gerente educacional da Associação Cultura Franciscana, Ana Carlota Vieira Niero, e a empresária Milena Cavalheiro.

Isolamento é primeiro indício de problemas com crianças
No painel seguinte, no dia 10 de novembro, os convidados debateram o universo psicológico do aluno e o ambiente escolar inspirado em A Sala dos Professores (assista booktrailer aqui), escrito pela professora argentina Carla Dulfano. Para os estudiosos em psicologia e em educação, o isolamento no ambiente escolar é o primeiro sinal de problemas com as crianças tanto na vida privada quanto escolar. A autora do livro, o psicólogo e especialista em medicina do comportamento da Unifesp, Ricardo Monezi, a psicóloga e especialista em inclusão, Sonia Casarin, e a diretora geral pedagógica do Colégio Visconde de Porto Seguro, Silmara Casadei, participaram da mesa. Segundo afirmaram, pais e escolas podem identificar a ocorrência de situações problemáticas com os alunos que podem afetar o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de uma pessoa.

sábado, 5 de dezembro de 2015

LIVRARIA CULTURA - LANÇAMENTOS DE 2015!


ADQUIRA SEUS LIVROS NO SITE DA LIVRARIA CULTURA

CARTAS A POVOS DISTANTES

Giramundo, um inventivo menino, recebe uma carta misteriosa, de "uma amigo" de Luanda, Angola. Curioso, ele responde com muitas perguntas ao inusitado destinatário, na ânsia de descobrir seu nome, como é o lugar onde vive, qual é sua história. Seu Joaquim, o dono da venda, português de Luanda, intermedia o contato. Esse é o início de uma bela amizade, de uma linda troca de correspondências e da descoberta de lugares distantes.

O CLUBE DOS LIVROS ESQUECIDOS

Com seu texto emocionante e delicado, Fábio Monteiro coloca o leitor em contato com o universo de uma menina muito especial, sobretudo devido à sua inteligência e seu modo diferente de ver o mundo. O Clube dos Livros Esquecidos é um evento exclusivo e muito sério que acontece todas as quintas-feiras na biblioteca, onde Flora encontra seus diversos amigos para debaterem sobre os livros que leram. Mas algo é responsável por deixar o clube ainda mais especial. Quem serão os amigos de Flora? Uma narrativa surpreendente e cheia de nuances é o que espera pelos leitores neste livro.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

LEITURA, AMIZADE E AFRICANIDADE - COLÉGIO MARISTA PIO XII EM NOVO HAMBURGO - RS.

"CARTAS A POVOS DISTANTES" FOI UM EXCELENTE MOTIVO PARA UM BATE-PAPO DELICIOSO SOBRE LITERATURA, ESCRITA E LEITURA, AMIZADES E TANTOS OUTROS ASSUNTOS LEVANTADOS PELOS ALUNOS E RESPONDIDOS POR MIM. 
ALÉM DE UM TRABALHO LITERÁRIO DE VALOR INCONTESTÁVEL, FICA CLARO TANTOS OUTROS NA ORGANIZAÇÃO DAS CRIANÇAS E NA MANEIRA COMO ELAS SE COLOCAM EM RELAÇÃO A TEMAS TÃO IMPORTANTES, COMO: AS GUERRAS, O EXERCÍCIO DOS PODERES, O INTERESSE PELA LINGUAGEM POÉTICA. 
A CADA ENCONTRO COM CRIANÇAS PELO BRASIL, AUMENTA MINHA EXPECTATIVA DE TRANSFORMAÇÕES SIGNIFICATIVAS POR MEIO DA LITERATURA, HISTÓRIA E ARTE. 



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

IGUAL, MAS DIFERENTE: SÍNDROME DE DOWN E INCLUSÃO


Você perdeu o último debate do Projeto Toda Prosa?
Não tem problema! Entre em contato com um representante da Editora do Brasil em sua região e solicite o agendamento de uma consultora educacional. Ela estará preparada para encaminhar a discussão em sua escola, baseada no material exclusivamente editado para o debate interno com seus professores e alunos.
Editora do Brasil e você: juntos, podemos fazer mais!








A Editora do Brasil conclui o ciclo de mesas-redondas gratuitas com o tema Igual, mas diferente: síndrome de Down e inclusão, que será realizado na próxima terça, 17/11/2015, no auditório do Hotel Transamerica Executive 21 Century, Alameda Lorena, 473 – Jardim Paulista, em São Paulo, das 19h30 às 21h. 

O encontro visa debater como a escola pode contribuir para a construção do conhecimento, inclusão, autonomia e socialização de crianças e adolescentes com síndrome de Down. A mesa, moderada pelo jornalista Paulo Galvão, terá a participação de Fábio Monteiro, autor de O Clube dos Livros Esquecidos (assista booktrailer aqui), do pediatra José Moacir Lacerda, da psicóloga especialista em Educação, Liliane Garcez, e da professora da Escola da Vila, Maria da Paz Castro “Gunga”. As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo telefone 0800 770 1055. 

A série de quatro encontros marca o lançamento da coleção Toda Prosa Falando sobre a vida, Falando sobre o mundo, que compreende dez obras de alta qualidade literária e gráfica cujas narrativas oferecem diversas possibilidades de trabalho em sala de aula, de rodas de conversa descontraídas a debates mais profundos. Os livros da coletânea servem como referência para cada uma das mesas-redondas que contam com uma plateia a qual pode sanar dúvidas e interagir com os especialistas. Assim, de acordo com os coordenadores do projeto, é possível discutir o papel da escola diante dos principais dramas e polêmicas, típicos da adolescência, que têm relevância na vida de todas as pessoas e afetam toda a sociedade.

As diferentes configurações familiares foi o tema de abertura do ciclo, em 26/10, no qual abordou como a escola pode promover o tratamento natural e respeitoso aos alunos e familiares. Já no dia 5/11, a mesa teve como tema o ‘bullying: um problema da escola, um problema da sociedade’ para tratar como a escola, enquanto formadora de cidadãos, pode lidar com essas situações e promover práticas que instituam respeito, a igualdade e a conscientização sobre o problema. No último dia 10/11, os convidados debateram o universo psicológico do aluno e o ambiente escolar inspirado em A Sala dos Professores, escrito pela professora argentina Carla Dulfano.  

Os coordenadores pedagógicos e professores de escolas públicas e privadas constituem o principal público-alvo. Mas, também é destinado para gestores escolares, pesquisadores e dirigentes de instituições reguladoras da educação em nível regional. A Editora do Brasil emitirá certificados de participação nas mesas-redondas do ciclo de debates e disponibilizará os vídeos com as íntegras dos debates no seu canal do Youtube.





quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CICLO DE DEBATES DA EDITORA DO BRASIL - IGUAL, MAIS DIFERENTE: SÍNDROME DE DOWN E INCLUSÃO

PROJETO TODA PROSA - CICLO DE DEBATE DA EDITORA DO BRASIL

Conheça todo o projeto acessando:

www.editoradobrasil.com.br:81/todaprosa/debates


Igual, mas diferente: Síndrome de Down e inclusão

É preciso disposição e planejamento para que a trajetória desses alunos tão especiais seja proveitosa e eficiente. Além disso, é necessário preparar os demais alunos, de modo que todos estejam livres de preconceitos.

A escola é uma importante fase na vida de todos, pois ela contribui em grande parte para a construção do conhecimento e da socialização dos jovens. Para os portadores da Síndrome de Down, esse momento não pode ser diferente.

Inclusão, conhecimento e autonomia são elementos imprescindíveis aos portadores da Síndrome de Down, assim como a qualquer outro ser humano. Porém, no ambiente escolar, tais fatores podem ocorrer de forma insatisfatória devido à falta de recursos e condições ideais para que os alunos portadores da síndrome sejam recepcionados. É preciso disposição e planejamento para que a trajetória desses alunos tão especiais seja proveitosa e eficiente. Além disso, é preciso preparar os demais alunos que farão companhia a eles durante todo o ano letivo, para que todos estejam informados e livres de preconceitos.

A fim de fornecer mais uma ferramenta para o debate dessas questões, a Editora do Brasil lança “O clube dos livros esquecidos”, uma narrativa sensível e surpreendente, propondo por meio da literatura e do universo criativo de Flora e seus amigos, um olhar poético e figurativo, mas ao mesmo tempo verdadeiro, sobre a Síndrome de Down e a inclusão.

sábado, 10 de outubro de 2015

CARTAS A POVOS DISTANTES NA FEIRA INTERNACIONAL DE FRANKFURT EM 2015



A Editora Paulinas tem a satisfação de comunicar que iremos participar novamente da Feira Internacional do Livro em Frankfurt - Alemanha. 
Trata-se da 67ª edição que ocorrerá de 14 à 18 de Outubro de 2015 e com certeza repetirá o sucesso que tem feito desde 1949. 
Anualmente atrai mais de 7.000 expositores de mais de 100 países, recebendo até 9.000 jornalístas e mais de 400.000 visitantes. De fato é o mais respeitoso e grandioso mercado editorial do mundo. 
A Editora Paulinas elaborou um catálogo bilíngue apresentando os últimos lançamentos para ser apresentado as editoras estrangeiras. 


terça-feira, 29 de setembro de 2015

TODA PROSA - EDITORA DO BRASIL


Conheça todos o livros da Coleção TODA PROSA, recentemente publicados pela Editora do Brasil.

O projeto Toda Prosa contará com o ciclo de debates sobre alguns temas tratados nos livros:

Mesa 1 - Novas configurações familiares. 

Mesa 2 - Bulliyng: Um problema da escola, um problema da sociedade. 

Mesa 3 - O universo psicológico do aluno e o ambiente escolar. 

Mesa 4 - Igual, mas diferente: síndrome de down e inclusão. 


sábado, 19 de setembro de 2015

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O CLUBE DOS LIVROS ESQUECIDOS pela EDITORA DO BRASIL


Clique na imagem para ampliá-la
Alegria em receber o livro 'O CLUBE DOS LIVROS ESQUECIDOS" com ilustrações da ELMA e com o cuidado de toda equipe da Editora do Brasil. 
A história da pequena Flora é contada pela própria personagem e conhecemos um mundo de imaginação promovido pela leitura dos livros e suas boas histórias. Ela tem um clube de livros que por algum motivo foram esquecidos e que ao contar um pouco sobre eles, a sua história  também é revelada entre lembranças e esquecimentos, aparições e invisibilidades. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

CARTAS A POVOS DISTANTES por BIA REIS


BIA REIS
27 Agosto 2015 | 14:32

O escritor Fábio Monteiro e o ilustrador André Neves contam a história de dois meninos – um brasileiro, outro luandense – que compartilham a vida por meio de correspondência


cartas-a-povos-distantes
Giramundo era um garoto que gostava de viajar usando a imaginação. Inventava lugares, mapas, povos e línguas que não existiam. E inventava tão bem inventado que as pessoas ao redor ficavam em dúvida se as coisas saíam da sua cabeça ou se, de fato, haviam acontecido.

“No fundo do peito, era difícil para Giramundo ter tantas ideias e ser
tão sozinho com todas elas. Era como se a imaginação não encontrasse tempo
e espaço corretos para existir. Giramundo era todo alegria em aproveitar o
tempo para criar amizades inventadas e lugares desconhecidos. E muitas vezes
brincava só, porque assim não havia perigo de ‘rompidão’.”

Giramundo, personagem criado pelo escritor Fábio Monteiro e pelo ilustrador André Neves em Cartas a Povos Distantes, um dia recebe um envelope desconhecido, sem remetente. Dentro há um papel amarelado pelo tempo e linhas em branco, com uma localização geográfica e data de origem: Luanda, 3 de novembro de 1985. As dúvidas logo pipocam em sua mente: quem enviou aquela mensagem?, seria uma brincadeira para testar sua esperteza?, ou será que é alguém realmente tentando fazer contato?
Curioso, Giramundo decide responder a carta e, quem sabe, fazer um amigo. Ainda cheio de dúvidas, o garoto escreve, também de forma misteriosa. E a resposta chega.
Os dois garotos, brasileiro e luandense, passam, então, a trocar cartas repletas de afeto e generosidade. Compartilham informações sobre seus povos, suas famílias, suas vidas. Assim, aos poucos, se aproximam, descobrem semelhanças e diferenças. Puro encantamento.
Cartas a Povos Distantes nasceu de uma história real, de troca de cartas e amizade, vivida por Monteiro. O relato, emocionante, está no final da obra.
As ilustrações de Neves são doces e imaginativas, como o texto de Monteiro, e têm retrata ainda o certo mistério que cerca a troca de cartas. Neves já esteve outras vezes nesta Estante de Letrinhas, com Mel na BocaTom e Carmela Caramelo. Que gosta do trabalho de Neves ou quer conhecê-lo um pouco mais, a dica é a exposição André Neves em Caminho, em cartaz no Sesc Ribeirão Preto até 20 de setembro (clique aqui para saber mais, direto do Esconderijos do Tempo).
ServiçoCarta a Povos DistantesEscritor: Fábio Monteiro
Ilustrador: André Neves
Editora: Paulinas
Preço: R$ 39,90

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CARTAS A POVOS DISTANTES NO YOU TUBE







Giramundo acredita que o mundo é muito grande. Mergulhava nos livros de Geografia e Cartografia, mas também inventava lugares e línguas que mapa nenhum poderia localizar. Um dia, o garoto recebe uma carta misteriosa vinda de Luanda. Um novo e misterioso amigo que transforma a vida de Giramundo.
Aqui no Brasil, o menino que antes vivia de inventar histórias passa a descobrir as boas sensações que envolvem falar a verdade. Ele descobre que Seu Joaquim, o português dono da papelaria, é na verdade angolano, de Luanda. Através dele e do novo amigo distante, Giramundo mergulha na intensa história do país africano: o passado colonial, a luta pela independência, a guerra civil que subjugou a população local.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

ACERVO BÁSICA DA FNLIJ

Meu livro "Como Natureza", com Ilustrações da incrível Elisabeth Teixeira e publicado pela Editora Abacatte, foi selecionado para o Acervo Básico da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) na categoria Criança. 




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

JORNAL DE LETRAS por ANNA MARIA DE OLIVEIRA RENHACK






Descobertas

Gosto de passear nas livrarias entre os livros em destaque, observando tendências e a comunicação objetiva e criativa das capas. Nos espaços destinados aos pequenos leitores, me deixo conduzir pelas histórias mágicas, sempre me impressionando com a criatividade e a beleza artística de autores e ilustradores e o cuidado das edições. As livrarias são espaços de aconchego e troca, de cumplicidade e enlevo. Pena que ainda não há um destaque maior para a literatura infantil propriamente dita, prevalecendo os brinquedos encadernados. Quando participo de encontros e feiras, também tenho a oportunidade de abrir os olhos para as novidades, para o encontro com os profissionais do livros, conhecendo um pouco mais da trajetória de cada um. No recente Salão da FNLIJ, o passeio entre os estandes me proporcionou conversas e aquisições interessantes de obras que me encantaram.
Compartilho em nossa página a alegria desses encontros mágicos, reforçada pelas publicações que sempre nos enviam editoras amigas.

 

Os três ratos de Chantilly – de Alexandre Camanho (Pulo do Gato), obra premiada pela FNLIJ na qual a beleza das ilustrações e a qualidade da produção editorial comprova que atingimos padrão editorial de igualdade com os livros produzidos no exterior. Autor e ilustrador, Camanho tem por base o conto Os três cegos de Compiègne e aproveita a ideia do amor materno que é atribuído às corujas pelo saber popular (Quem ama o feio bonito lhe parece!) para criar uma história cheia de surpresas, em que os três ratinhos, enganados pela ave, acabam superando suas dificuldades e levando a melhor. 

 

Desde Aí é outra história... (Galera Record) Maurício Veneza, autor e ilustrador, nos encanta com recontos sobre os contos de fadas. Em Roy encontra Cinderela (abacatte), Veneza nos apresenta o Diário de Roy, que narra a história de Cinderela e suas irmãs, com a ida ao baile com a ajuda da fada madrinha e a busca do príncipe pela dona do sapatinho perdido. Roy é o esperto ratinho amigo de Cinderela e, ao final, também recebe um prêmio por sua dedicação. Uma delícia!



Esse urso rabugento que parece que está de mau humor acaba se revelando bem mais simpático e amigo do que parece. Dessa vez, ele está com muita fome e os peixes estão sumindo do rio. Até que ele sente um puxão e pesca... Outro urso!!! Um urso polar que não encontra onde morar com o gelo derretendo! O urso esfomeado, de Nick Bland, com tradução de Gilda de Aquino (Brinque-Book) é ótima oportunidade para conversar de maneira bem divertida sobre ecologia com os pequeninos!

 

Agora é a vez da girafa! Fabrício Carpinejar é conhecido por seus textos românticos que encantam seus leitores. Em A girafa é minha, com ilustrações de Miguel Tanco (SM), o autor busca uma solução criativa para a menina Paula, que está decidida a levar a girafa Theo para casa. Paula acaba aprendendo uma porção de coisas sobre as girafas e decide que o melhor é que ela permaneça no Zoológico, mesmo ela sendo a sua dona!



Estive com Carme Solé Vendrell, em 2014, em Bolonha (foto). Conversamos sobre seus projetos e sobre as obras ilustradas por ela, publicadas no Brasil (Carme ilustrou os contos juvenis extraídos da obra de Gabriel García Márquez, editados pela Record). Já conhecia a edição espanhola de La cruzada de los niños, texto emocionante de Bertolt Brecht, sobre a peregrinação de um grupo de crianças órfãs fugindo dos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial. Agora publicado no Brasil, A cruzada das crianças, com tradução de Tercio Redondo (Pulo do Gato), nos sensibiliza com a força do texto e a dramaticidade dos desenhos de Carme.



E uma outra guerra também nos comove. A história vai caminhando aos poucos, através da troca de cartas entre dois amigos estimulados pela curiosidade e pelo fato de ambos se chamarem Giramundo: o Giramundo do Brasil e o Giramundo de Angola. No mundo moderno, com a internet ligando tudo em tempo real e onde as redes sociais cruzam o globo, Fábio Monteiro recorre às cartas para contar uma história sensível, com as descobertas de um menino brasileiro e de seu xará em Luanda. As notícias da guerra civil, das dificuldades e esperanças do pequeno africano afligem e sensibilizam o menino brasileiro. André Neves captou (como sempre) com sensibilidade e leveza o texto de Cartas a povos distantes (Paulinas). E, através da literatura, aprendemos história, geografia e amizade!

Para terminar com alegria, um brinde aos amigos queridos que compartilharam a felicidade de Nelson Cruz ao receber o Prêmio de Literatura Infantil da Academia Brasileira de Letras com O livro do acaso.





 




terça-feira, 4 de agosto de 2015

Entrevista - A Menina que Contava - Portal Paulinas



No livro A menina que contava, a personagem Alga enxergava números nas coisas. Ela gostava dos números e os números gostavam dela. Desde o velho casaco, presente de sua mãe, com seus inúmeros botões até as estrelas mortas e seus anos-luz, Alga contava tudo... Inventava histórias sobre descobridores só para calcular os dias da viagem e era somas e multiplicações das 24 horas pelos 60 minutos vezes 7 dias para se chegar ao fim do mundo... Sabia calcular sem usar os dedos... perdia nas competições de classe só para calcular de novo e manter os amigos... A menina contava tudo... até os minutos que levaria para chegar o socorro, quando escorregou no caminho de volta pra casa. Contava os centímetros enquanto crescia... Até que, aos 20 anos, encontrou um rapaz que contava histórias e com ele se casou. Juntos tiveram dois meninos e para não acumularem milhões e milhões de coisas como todo mundo faz, começaram a dividir suas experiências com os outros. 
Com um projeto gráfico de criatividade incalculável, desenvolvido por André Neves, essa obra vai deixar no pequeno leitor um gostinho de: Ah, conta mais!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

CARTAS A POVOS DISTANTES por PETER O. SAGAE

pois ninguém está só

Quando o carteiro chegou... 9


É o texto que me leva à leitura. Texto, digo e repito, palavra e imagem. Palavra e imagem que nem sempre necessitam ser ilustradas, salientes. O silêncio e o vazio falam à criança e ao jovem leitor. A ausência também, também o mistério. E quanto mais forte e leve for o texto, mais longe vou... E não posso deixar de assinalar que, cuidadoso, o trabalho com a linguagem de Fábio Monteiro tem se revelado aberto para a leitura em voz alta.

Do começo ao fim, leio e ouço Cartas a povos distantes.
Experimente um parágrafo da página 32:
Todos os dias verificava se havia alguma correspondência na caixa do correio. Cada vez que a abria e nada encontrava, a angústia da espera aumentava. Naquele tempo, os minutos, horas, dias eram mais longos que hoje. As distâncias também. O mundo era grande e muito diferente do que imaginamos hoje. Mal conhecíamos o lugar em que morávamos. As cartas levavam dias para chegar a seu destino. Claro que isso tinha certo charme – entre a espera e a chegada, criava-se um misto de ansiedade e alegria em receber notícias das “gentes” de longe.

Em seu livro, Fábio Monteiro conta a história de Giramundo, um menino que inventa línguas e lugares, mas inesperadamente passa a receber mensagens de um remetente desconhecido, de um país que ele apenas sabia ficar do outro lado do oceano... São cartas que vêm de Angola, de um amigo de Luanda. Na correspondência feita de papel e coincidências, os dois meninos começam a descobrir um ao outro através da palavra escrita e do espanto... A trama passeia entre discursos, do mundo comentado ao mundo narrado, do exercício epistolar a uma amizade sem fronteiras, traço da própria identidade, rumores do tempo a que pertencemos. Um Giramundo de cá, um amigo de lá. Como construir pontes de solidariedade e conhecimento?


Entre perguntas e respostas, o silêncio tudo amarra. Cada um dos personagens (e também o leitor) descobre que não está só. A correspondência entre os dois meninos, de um modo bastante significativo, atravessa de novembro de 1985 a março de 1986. Apesar de 10 anos independente da colonização portuguesa, Luanda aguardava ainda a retirada das forças estrangeiras em um cenário movimentado por uma guerra civil que duraria quase três décadas. No intervalo criado pela narrativa de Giramundo e seu amigo distante, o momento histórico talvez seja uma sombra desconhecida e tênue que vai se preenchendo apenas da vontade de receber a próxima carta; no entanto, é uma fração do tempo que o livro traz para ancorar, a todos nós, em nosso presente...

Cartas a povos distantes, de Fábio Monteiro, tem as ilustrações e o projeto gráfico assinados por André Neves (Paulinas, 2015).


“E, quando não aguentou mais o peso do conhecimento, 
dormiu um sono dobrado pela certeza de 
querer ainda mais e mais conhecer esse amigo.”

* * *
*

http://dobrasdaleitura.blogspot.com.br/2015/07/pois-ninguem-esta-so.html

sexta-feira, 17 de julho de 2015

JORNAL ABCD MAIOR: CARTAS A POVOS DISTANTES por PENÉLOPE MARTINS



Ele me convenceu que “a vida é feito pulga e que não é preciso ter pernas pequenas para brincar de criança”. Confesso que não compreendi tudo sobre a metáfora da pulga, mas afinal, alguém compreendeu tudo sobre a metáfora da vida?
Giramundo conhece todos os livros de geografia e cartografia possíveis para sua idade. Pratica horas e horas de línguas inventadas por eles para os lugares desconhecidos. É um ‘mexedor’ de mistérios, no tanto que mexeu acabou que mexeram com ele.
Um dia recebeu um envelope. No lugar do remetente somente o enigma ‘novo amigo’. Dentro, um papel amarelado trazia a localização geográfica e uma data de origem. Algo oco, surgido do nada e sem saber pra que é o convite que se espera para a curiosidade acelerar.
Luanda. África.
Quem diria que um novo amigo vinha de tão longe…
Eu também gostaria de ir para Luanda, mas ainda não fui e é por isso que imagino. Até misturei no ritmo da nossa conversa um maracatu, afinal as minhas pernas longas não me impedem se brincar de criança. Cantei para Giramundo a canção de  Alceu Valença enquanto ele me contava sua história.
Outro menino se juntou a nossa roda. Veio dizendo que “se de tanto insistir – pena vira antiquário, cabelo vira penteado, nariz cheira tempo bom”; contou que ele vingou depois de sete. “Foram de quatro em quatro: quatro saias e quatro calções. Eu, pequeno e já barrigudinho, nasci de rebento, final da cadeia produtiva. Último, caçula, dizem que o mais paparicado entre os meninos e meninas. No íntimo, sabia que minha mãe e meu pai não “miguelavam” carinho para os outros, mas comigo, no silêncio das minhas fantasias e desejos, o doce era um pouco mais doce”.
Respondi pro menino caçula, que minha sorte foi ser a primeira. A primeira de um trio de filhos, a primeira neta de uma dúzia tem sempre a vantagem da novidade. Claro que eu sabia que a avó, o avô, assim como os pais com o trio, não faziam diferença entre a criançada. Mas era a primeira, o doce um pouco mais doce.
E se Giramundo lia os mapas do mundo, o menino caçula vinha espalhando livros de poesia, Castro Alves, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, na mesma estante em que reinavam memórias de Emília, Pinóquio e Alice. Sim, respondi aos dois que os livros também me vieram dizer alguma coisa. Fiz força para lembrar de uns realmente bons, mas Giramundo insistiu com cruzar o oceano para alcançar Luanda e eu acabei cantarolando:
“Navegar é preciso, viver não é preciso.”
E não disse nada sobre a Pessoa que tinha inventado aquilo.
O novo amigo. Sim, o novo amigo de Luanda é assunto ainda para Giramundo contar. Fábio, o menino caçula, teve tempo de dizer que viajou muitas vezes nas bibliotecas da Escola Cônego Rochael de Medeiros e João Barbalho no Recife (essa última também frequentada em outros tempos por Clarice Lispector); “foram meus pontapés para uma leitura do prazer na infância. Foram tantas histórias, tantas viagens para mundos tão distantes dos meus, foram tantos percursos feitos com a língua, a linguagem, a fantasia do corpo lançado ao desconhecido”.
Talvez tenha sido por causa disso que Fábio inventou Giramundo…
“A escrita veio diluída nisso tudo. Primeiro os gestos, depois as palavras, depois o registro, depois a subversão. Escrevo subvertendo a ordem, desafiando o sentido, instigando o leitor a pensar sobre o não dito. É assim que gosto, é assim que uso a palavra pensada-escrita-falada, não necessariamente nessa lógica, não necessariamente como comando. A palavra manda em mim. Ela vai saindo e virando ideia. Toma forma, vira história e não é mais minha.
 Isso me interessa como leitor e escritor.
O livro “Cartas a povos distantes” aconteceu nesse desejo. Uma maneira de escrever para o outro, um encontro com outro que também está em mim. Esse outro que abre um livro e espera o desvelar de uma história que precisa dele para ser completada. Um encontro entre criador de palavras e imagens com alguém que a transforma em subjetividades e fantasias.”
Giramundo se calou para ouvir a voz do dono da voz. É como o personagem fica quando o autor conta de onde ele surgiu. Fica “observativo” para fazer o jogo da invenção de palavras.
Fábio Monteiro é meu novo amigo escritor. Não é de Luanda, mas me fez viajar o desejo de encontrar terras distantes com seu novo livro CARTAS A POVOS DISTANTES (Editora Paulinas), ilustrado por André Neves, esse outro amigo que sabe brincar com imagens e palavras sem perder a curiosidade da criança.
Engraçado que eu cantei Alceu Valença para Giramundo, personagem do livro, sem saber que Fábio Monteiro assim como André Neves são meninos do Recife.
Então, Luanda, Luanda, venha nos contar sua história que é a nossa, histórias de povos que viram no navegar a vida imprecisa…
Fonte: https://todahoratemhistoria.wordpress.com/author/penelopemartins/
http://www.abcdmaior.com.br/materias/cartas-a-povos-distantes

quarta-feira, 15 de julho de 2015

CRIAR HISTÓRIAS POR FÁBIO MONTEIRO

PERSONAGENS DOS LIVROS JÁ LANÇADOS - COMO NATUREZA, CARTAS A POVOS DISTANTES E A MENINA QUE CONTAVA. A ILUSTRAÇÃO O CENTRO, SERÁ LANÇADO EM AGOSTO. 

A escrita veio diluída nisso tudo. Primeiro os gestos, depois as palavras, depois o registro, depois a subversão. Escrevo subvertendo a ordem, desafiando o sentido, instigando o leitor a pensar sobre o não dito. É assim que gosto, é assim que uso a palavra pensada-escrita-falada, não necessariamente nessa lógica, não necessariamente como comando. A palavra manda em mim. Ela vai saindo e virando ideia. Toma forma, vira história e não é mais minha.