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sábado, 27 de setembro de 2014

COMO NATUREZA E VOVÔ VIROU ÁRVORE por PETER O' SAGAE

Entre tantas alegrias para um autor - obra nasce, cresce, vira flor - receber uma resenha crítica de tamanha sensibilidade; aquece o coração, alarga o sorriso, reverbera emoção. Querido Peter O. Sagae, obrigado por seu refinamento literário, pelo cuidado em olhar no fundo dos rios, pela beleza e generosidade de um texto que respira vida.



27 de setembro de 2014


árvores de vida e boa sorte

quase crônica, Peter O'Sagae outra vez...



Todos nós temos um sonho das coisas que desejamos ser para não perecer. Joaquim sonhava em ter uma semente no umbigo. Ele era um menino destinado à liberdade das coisas da natureza, como o vento, o morro e o rio, particularmente um rio da largura de seus ombros mais belo que qualquer outro que um poeta poderia inventar, porque corria pela cidadezinha onde nasceu o menino: um rio que lava a alma e leva um pouco de sua pessoa a um outro mais caudaloso, percurso de rio afora...


Com uma prosa delicada, Fábio Monteiro escreveu Como natureza, um texto que deságua na companhia das aquarelas de Elisabeth Teixeira (Abacatte, 2013) para representar um lugar mais distante que o infinito. Em uma primeira leitura, este lugar é própria infância e sua psicosfera especial que se abre, cresce, ilumina-se e pode se desenvolver através de belezas, ainda que uma dor se enfie como agulha pelo umbigo de Joaquim. Numa noite fria, veio o sintoma da rápida doença que o médico descobriu, então, enraizada pelo corpo do menino. “A mãe baixou a cabeça para esconder os olhos que choviam. O pai entendeu a gravidade e foi embora para sempre.” Porém, Joaquim sorriu. Compreendia que uma vida nova transbordava dentro de si. Viraria semente para ser plantado na terra. E assim foi.


Através de uma narração ligeira, o infinito desdobra-se na segunda leitura como o campo onde se cultivam as saudades, onde cresceu bela uma grande árvore – porque existia amor!

É essa imagem viva de otimismo de que necessitam a literatura infantil e seus leitores, resposta compreensiva e consoladora para uma ocorrência natural no percurso humano. Como as plantas e os animais, nascemos, crescemos, desenvolvemos e fenecemos – mas, também se extinguiria o sentimento que não é matéria, no mesmo instante? Uma mensagem de esperança vem aninhar-se em muitos corações, nos livros para crianças, sob o simbolismo da árvore da vida que se renova a cada semente lançada na direção do futuro.

Regina Chamlian e Helena Alexandrino, com intensa suavidade e alegria, convidam o leitor iniciante a caminhar com uma família de tartarugas terrestres e a pensar na importância de uma vida muito longa como o tempo quarando histórias. Não era à toa que vovô sempre fechava os olhos para ver melhor as aventuras nas antigas tardes cheias de sol... e batia forte o coração de Albertina, a menor de todas as tartaruguinhas. Se passa o tempo, passa também o vento para tirar o mundo de seu lugar e uma lengalenga apressa a morte do avô. Albertina não disse uma palavra, não chorou uma lágrima. Porém, chovia. Dentro de seu coração.


Com o livro Vovô virou árvore (Edições SM, 2009), as autoras revelam que os sentimentos jamais terminam e não há esquecimento para quem costura histórias de uma vida em outra vida, com os frutos mais doces dos laços familiares colhidos pela memória!


* * *

P.S. Ontem o começo da tarde era azul, retirei a caixa do esconderijo de presentes que guardo meses e anos, sem abrir. A caixa veio um pouco amassada para cima da mesa. Dentro, livro, literatura, segredos, sete envelopes contendo sementes de crisântemo, girassol, cravo vermelho, cravo branco, camomila, amor-perfeito mais amor-perfeito de Regina Chamlian e Helena Alexandrino. Gratidão por essa companhia palavra e imagem, doze horas da noite, doze horas do dia. No entanto, não sou eu hoje o aniversariante. Meu pai é quem nasceu no dia 27 de setembro – e isso faz muito tempo. Para ele dedico a amizade com escritores e ilustradores...

 
 

Se a literatura para crianças
também 
não nos serve, a quem servirá? 


http://dobrasdaleitura.blogspot.com.br/2014/09/arvores-de-vida-e-boa-sorte.html

domingo, 7 de setembro de 2014

Colégio Dante Alighieri: Pais e alunos do 4º ano têm oficina de raciocínio lógico






Pais e alunos do 4º ano têm oficina de raciocínio lógico

Secundária - Fachada
No sábado, 30 de agosto, os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Dante Alighieri tiveram a companhia de seus pais em uma oficina de raciocínio lógico realizada pela coordenação do 2º ao 5º ano em parceria com o Departamento de Tecnologia Educacional.
“O 4º ano é uma série intermediária, em que as crianças já têm habilidade para o raciocínio lógico. Reunimos pais e filhos em uma atividade lúdica e diferente”, explicou a professora Symone Oliveira, coordenadora do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental
Além de exercitar o raciocínio lógico dos alunos, a atividade buscou promover a integração de pais e estudantes ao ambiente escolar. “A ideia é cada vez mais ter os pais junto dos alunos no Colégio. Como o Dante prega a valorização do conhecimento, nada melhor que os pais estejam na Escola mostrando aos filhos que o conhecimento é importante. Essas atividades sempre são muito enriquecedoras. O dia a dia é muito corrido, sendo difícil para os pais passarem muito tempo com os filhos. Assim, demos uma oportunidade para pais e filhos realizarem uma atividade conjuntamente”, explicou a professora Silvana Leporace, diretora-geral pedagógica do Dante.
No início da atividade, foi exibido um vídeo em que a própria professora Silvana explicava a intenção da iniciativa. A oficina contou com o suporte pedagógico da Mathema, consultoria especializada em pesquisas e experiências matemáticas, que desenvolve um trabalho de capacitação dos professores dantianos de 2º ao 6º ano do Ensino Fundamental.
A oficina
Para a realização da oficina, pais e alunos ouviram a história “Viagem para roubar a lua”, baseada no filme “Meu malvado favorito” – a adaptação do texto coube à professora Irene Nedavaska. Em seguida, receberam, por escrito, a mesma narrativa, que apresentava os enigmas a serem decifrados na atividade por meio do raciocínio lógico.
Antes da resolução dos enigmas, foram sorteadas as estações em que cada grupo trabalharia: notebook, tablet, lego, lápis e papel – uma forma de mostrar que diferentes plataformas podem ser utilizadas para solucionar os exercícios. “Trouxemos diferentes tecnologias – tanto analógicas, quanto digitais – para essa atividade, procurando fazer uma coisa mais híbrida e potencializar o raciocínio lógico”, explicou a professora Valdenice Minatel, coordenadora do Departamento de Tecnologia Educacional.
Após pais e alunos efetuarem os exercícios, as professoras realizaram um painel de resoluções, em que cada grupo mostrava como havia chegado às respostas. “O importante nesta oficina não é a resposta, mas a forma de se chegar até ela”, explicou a professora Alline Mariguela. “Quando o pai faz a lição com o filho, eles podem ter visões e ideias diferentes. E esse compartilhamento é importante”, completou.
Os participantes da oficina ainda assistiram a uma mensagem, em vídeo, da coordenadora da Mathema, Katia Stocco Smole, que falou sobre a importância de os pais exercitarem o raciocínio lógico dos filhos no dia a dia, testando hipóteses, ensinando resiliência, propondo jogos (como dominó) e brincadeiras numéricas, além de lerem livros de matemática para as crianças (em especial, indicou a obra “A menina que contava”, de Fábio Monteiro, da Editora Paulinas).
Por fim, pais e alunos fizeram uma avaliação por escrito sobre a oficina e receberam seus certificados de participação. “Eu adoro as iniciativas do Colégio que incluem os pais, porque a educação é uma obrigação partilhada entre os pais e a escola. E com atividades como essa, ambos cumprem seus papeis”, afirmou Silvia Narvaez Saraiva, mãe do aluno Francisco Narvaez de Almeida Saraiva, do 4º ano A.