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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

FÁBIO MONTEIRO NO SEMINÁRIO PRAZER EM LER

17:40:00RIO DE LEITURA

          Um dos objetivos desta edição do Seminário Prazer em Ler é estimular a criação de uma cultura de valorização às bibliotecas e, consequentemente, promover a formação de um público leitor.


          Com o tema “O Tom, o Silêncio e o Sentido: Leitura em Lugares Públicos”, o escritor Fábio Monteiro é um dos convidados do evento.  Seu livro 'Cartas a Povos Distantes', publicado pela Paulinas Editora, narra a história de duas crianças, uma brasileira e outra angolana, que constroem uma amizade por meio da troca de cartas.  A obra foi um dos finalistas do 58º Prêmio Jabuti, na categoria juvenil, uma das mais importantes premiações na área de literatura.  


Conheça um pouco mais sobre o livro "Sertão", de Fábio Monteiro, publicado pelas Paulinas Editora.  À semelhança de João Guimarães Rosa, Fábio, em sua obra, faz uma homenagem à vida no sertão. 


segunda-feira, 31 de julho de 2017

RIO GRANDE DO SUL - LITERATURA E MUITOS ENCONTROS.


Em Junho, encontrei muitos amigos em Porto Alegre, São Leopoldo, Canoas e Novo Hamburgo. Agradecimento especial as Professoras que trabalharam com tanto carinho meus livros; as queridas crianças e suas perguntas curiosas sobre as obras e o ofício de escritor; ao Edinei, Irmã Jurema e Heloísa pela acolhida de sempre; ao parceiro e grande amigo André Neves; e aos amigos feitos nessa linda viagem pela literatura, imaginação e, principalmente, com bom encontros para toda vida. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

ULISSES SABE ESCOLHER - LIVRARIA CULTURA


O livro aborda o tema das escolhas profissionais, principalmente aquelas que os familiares atribuem aos parentes, quando são crianças. Ulisses era um bebê, e a família já imaginava para ele as mais variadas profissões: engenheiro, professor, veterinário, piloto de aeronave, artista, esportista... citando apenas algumas. Todos queriam escolher por Ulisses. Mas ele só queria brincar e experimentar o mundo. O tempo foi passando, as escolhas continuaram, Ulisses cresceu, tornou-se adulto, virou pai, e acabou muito feliz, "brincando" de muitas profissões.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

ULISSES SABE ESCOLHER, EDITORA ABACATTE



TODOS QUERIAM ESCOLHER POR ULISSES...
                   MAS, O FINAL DESSA HISTÓRIA FOI ESCRITA POR ELE. 

Como as crianças escolhem seus caminhos?
Para os adultos, nem sempre é fácil acompanhá-las nessas escolhas dando conta de suas angústias, fracassos e frustrações.
Queremos protegê-las do mundo, afastá-las de qualquer mal, somos seduzidos a escolher tu
do por elas ao invés de ajudá-las com a aprendizagem dessas escolhas.
'Ulisses sabe escolher' nasceu da minha vontade em pensar sobre
as crianças no nosso tempo, sobre essa 'tal felicidade' em tantos caminhos e escolhas e sobre as expectativas das famílias em relação ao futuro dos seus pequenos.

terça-feira, 16 de maio de 2017

VOCÊ PODE CONTAR OUTRA VEZ?


Uma das maiores alegrias de um promotor de leitura  é a possibilidade de compartilhar boas histórias com as crianças. Basta a notícia que iremos ler um bom livro, elas acedem seus olhares na direção de algo novo, no movimento do objeto que sai da bolsa e aguça sua curiosidade, num primeiro tilintar de algumas palavras que pressagiam uma boa história. 
O título anuncia o começo de tudo, e é no desenho das letras na capa que a fantasia começa. Depois uma viagem pelo início, o meio e o fim. Mas é lá, na preparação íntima de cada um que essa história precipita antes mesmo de ser narrada pelo leitor. É naquele instante anterior a própria leitura que começa uma viagem de múltiplas possibilidades de compreensão, fantasia e insurreição a própria história. As crianças subvertem a compreensão, constroem sentidos diversos, escutam e negligenciam ações porque são interlocutoras ativas das histórias lidas para elas; escutam o que querem e ressignificam tudo a partir do que entendem ou deixam de compreender.
Por isso, no final de tudo, resta um pedido que martela sempre que te reencontram. Pedido que denuncia o valor que elas atribuem para o saber ler, o aprender a escutar, o convite para viajarmos juntos nesses encontros: você pode contar aquela história outra vez? 

sábado, 6 de maio de 2017

ORIGAMIIRENE

Irene é uma artista de dobraduras de papéis. Os origamis são objetos de uma arte milenar que encanta crianças e adultos. Ao dobrar os papéis, sem corte ou cola, transforma a folha em representações de seres e objetos encantados. 

A artista ministra muitas oficinas de Origamis e utiliza sua arte para fazer releituras de obras literárias. Dois dos meus livros ganharam sua arte. 



Conheça a artista pelas redes sociais instagram origamiirene e facebook origamiirene contadora de histórias. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

LUTA, CINZA, RUBRO, PRONTO.


Dia de luta é assim: 
acorda cinza
acorda rubro
acorda vida
Acorda pronto!
Hoje é dia de luta
Rubro acorda vida
Vida acorda e pronto
Pronto para a luta!
Hoje é dia cinza, luto, rubro. 
Hoje é dia de luta!
Hoje e sempre é dia de luta. 
Vamos para a rua!
Luta!
Vamos! 

terça-feira, 11 de abril de 2017

UM SOL, A MARGEM E A VIDA


Hoje não era só um sol que penetrava a margem da vida.
Era um sol, a margem e a vida.
Era uma distância percorrida do infinito ao arado.
Sombra que atravessa as vontades, deságua no improvável
borra o papel de tinta, tanta tinta, tanta vida.  
Hoje era outrora de mancha cinza
Lua que chega de manso e fica rubra.
Fonte que jorra, semeadura,
brota tinta
Jorra cinza
Seca a fonte
Vira vida.
Hoje, pesquei pensamentos esquecidos e revi uma parte do sol,
a outra escondida estava e ficou até tomar para si a parte emergida.
E sozinho sol estava, sozinho sol fiquei.
Hoje escondi o sol pela primeira vez na dispersão
e vi a lua como se fosse a primeira.
De tantas vezes que ela se revelou e se escondeu.
Como o sol que desenho no papel
e borra,
jorra,
seca,
espirra vida.

Hoje fui sol escondido numa lua perdida. 

sexta-feira, 31 de março de 2017

FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE 2017 - CÂMARA RIO-GRANDENSE DO LIVRO

Marie Ange Bordas, Fabio Monteiro e Selma Maria têm agenda cheia na Feira do Livro de Porto Alegre

Mais três autores têm atividades confirmadas na programação da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre. Confira abaixo quem são.

Marie Ange Bordas é artista multimídia, escritora e pesquisadora. Desde 2001 desenvolve projetos participativos de arte, alfabetização visual, literatura e mídia de forma independente no Brasil e no mundo (França, Inglaterra, África do Sul, Quênia, Etiópia, Sri Lanka, Haiti, Colômbia). Idealizadora e autora do Projeto Tecendo Saberes (livros "Manual das crianças do Baixo Amazonas" e "Manual das crianças Huni Kui"), contemplado pelo Prêmio Petrobrás Cultural; autora dos livros infanto juvenis “Manual da criança caiçara” (Ed.Peirópolis), e coautora e ilustradora do livro “Histórias da Cazumbinha” (Ed.Cia das Letrinhas). Autora dos livros "Geografias em Movimento" (Edições Sesc) e "Notes from away"(Price Claus Fund). No dia 14 de novembro, às 9h, ela encontra leitores do Ensino Fundamental no ciclo O Autor no Palco, no Tetro Carlos Urbim; à tarde, participa de encontro com estudantes em escola municipal de Porto Alegre pelo Programa de Leitura Adote um Escritor. No dia 15 de novembro, às 9h, apresenta palestra no Seminário de Práticas de Mediação da Leitura, no auditório da Livraria Paulinas (R. dos Andradas, 1212 - Centro, Porto Alegre/RS).

Fabio Monteiro é natural do Recife/PE, mas já perdeu as contas dos anos que mora em São Paulo. Formado em História pela UFRPE e especialista em História, Sociedade e Cultura pela PUC/SP, conta histórias reais para seus alunos e outras que de tanto repetir, já se tornaram verídicas também. Autor de livros para crianças de todas as idades, em 2016 foi contemplado com o Prêmio Jabuti e o selo altamente recomendável FNLIJ com o livro "Cartas a povos distantes" (Ed. Paulinas). É autor de "Sertão" (Ed. Paulinas), "Ulisses sabe escolher" (Editora Abacatte), entre outros títulos. No dia 10 de novembro, às 9h, participa do O Autor no Palco com alunos do Ensino Fundamental no Teatro Carlos Urbim. À tarde, tem encontro em escola municipal de Porto Alegre pelo Programa de Leitura Adote um Escritor

Selma Maria é paulistana, escritora, arte educadora, pesquisadora de brinquedos, atriz performática, contadora de palavras e artista plástica. O primeiro livro que ela escreveu foi "Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos" (Ed. Peirópolis). Seu lançamento mais recente é "Maria José é, José Maria ia" (Ed. do Brasil). No dia 9 de novembro, às 15h30min, Selma participa do ciclo O Autor no Palco, no Teatro Carlos Urbim, com alunos do Ensino Fundamental. No dia 10 de novembro, pela manhã e pela tarde, encontra leitores em escola municipal de Porto Alegre pelo Programa de Leitura Adote um Escritor.

A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre acontece de 1º a 19 de novembro na Praça da Alfândega, Centro Histórico da capital gaúcha.

domingo, 19 de março de 2017

LEITURA DOS CLÁSSICOS POR CONTEMPORÂNEOS

    





        Nada mais plausível para o mundo contemporâneo que o retorno a leitura dos contos de fadas. Neles encontramos muitos símbolos de poder e que contribuíram como elementos históricos da representação e compreensão da realidade da sociedade que os criou. Conseguimos entender como tantos elementos das culturas medievais e modernas europeias permearam o imaginário da população e as histórias populares que circularam a priori de boca-em-boca até o registro escrito e suas publicações para fortalecimento de uma cultura letrada. 
   Não é de se estranhar que Bruxas, assassinos, madrastas perversas, pais negligentes, filhos abandonados, horrores sociais no espaço público e privado eram tão comuns nesses contos dos séculos XVIII e XIX, nada mais que o reflexo de uma perversa realidade. Em se tratando da sociedade que os produziu, os resultados até foram atenuados em relação ao cotidiano daquele tempo na vida europeia. Lugares precários que não reconheciam na criança sua singularidade, negligenciavam suas peculiaridades, explorando-as em trabalhos insalubres, educando pelo medo ou sujeição a moralidade do adulto, pela violência explícita. Adultos incapazes de perceberem as construções imaginativas e possibilidades de transgressões da infância, fato que deforma a real capacidade delas e provoca danos tão graves quanto o infanticídio comum àquele período. 
    Ler contos de fadas pode ser uma ótima oportunidade de pensar sobre a realidade de muitas crianças na contemporaneidade;trabalho em troca de migalhas, esforço para a incerteza de um futuro obscuro, modelos equivocados de adultos e insegurança nos seus lares. O que elas podem esperar do futuro?
      Pensar nessas questões é abrir espaço para refletirmos sobre a literatura como um campo do conhecimento desejável na sua importância e estudado na sua complexidade, assim como pensar no que nós oferecemos as nossas crianças nas suas leituras. Será que as desafiamos a pensarem sobre o lugar delas no mundo e o instigante exercício de viver seus dilemas atuais? Os livros que propomos dialogam com o exercício coerente da cidadania? Será que essas escolhas apontam para a reflexão sobre os estereótipos misóginos, étnicos, de gêneros e xenofóbicos atuais? E as imagens, são instigantes para a construção imaginativa sem os padrões pré-estabelecidos pelas grandes indústrias do cinema e de produção massificadas? Certo que isso não é função e nem prioridade da literatura para crianças, mas sabemos também que os livros narrativos podem estimular as reflexões sobre as questões apresentadas. 
    Relendo os contos de fadas de Perrault, irmãos Grimm´s e Andersen, percebe-se uma forte influência das construções culturais do seu tempo, e como cada autor carrega as demandas da sua época, inclusive em relação aos apelos do público em transformação e das exigências do mercado editoral. Nada é tão inocente e muito menos sacralizado, merecendo atenção dos adultos e crianças na estruturação dessas histórias e na historicidade desses contos. A importância de compreender a origem dessas criações e sua composição como objeto cultural de um determinado tempo histórico é fundamental para que esses autores e suas produções sejam ainda mais reconhecidas como fundamentais nas leituras e desconstruções dessas histórias por nossos leitores em formação.  
      Para aqueles que pretendem conhecer um pouco mais sobre literatura para crianças e ajudá-las no seu processo de formação literária, vale algumas dicas:

·   A literatura para crianças é uma literatura tão importante e complexa quanto a literatura para adultos;
  • A criança lê com um olhar diferente do adulto, portanto promova essa experiência sem direcionar exageradamente o olhar dela e sem acreditar apenas na sua maneira de compreender os livros. 
  • Os livros para crianças merecem temas relevantes, mas não escolham esses livros apenas por isso, pensem na importância da linguagem, no desafio da leitura, no jogo das ideias, na relação entre ilustração e texto verbal. 
  • Vale a pena garantir o diálogo após a leitura dos livros infantis e escutar o que as crianças têm a dizer. 


terça-feira, 14 de março de 2017

A MENINA QUE CONTAVA - NOVA EDIÇÃO




No livro A menina que contava, a personagem Alga enxergava números nas coisas. Ela gostava dos números e os números gostavam dela. Desde o velho casaco, presente de sua mãe, com seus inúmeros botões até as estrelas mortas e seus anos-luz, Alga contava tudo... Inventava histórias sobre descobridores só para calcular os dias da viagem e era somas e multiplicações das 24 horas pelos 60 minutos vezes 7 dias para se chegar ao fim do mundo... Sabia calcular sem usar os dedos... perdia nas competições de classe só para calcular de novo e manter os amigos... A menina contava tudo... até os minutos que levaria para chegar o socorro, quando escorregou no caminho de volta pra casa. Contava os centímetros enquanto crescia... Até que, aos 20 anos, encontrou um rapaz que contava histórias e com ele se casou. Juntos tiveram dois meninos e para não acumularem milhões e milhões de coisas como todo mundo faz, começaram a dividir suas experiências com os outros.
Com um projeto gráfico de criatividade incalculável, desenvolvido por André Neves, essa obra vai deixar no pequeno leitor um gostinho de: Ah, conta mais!!!



Leia sobre um projeto de matemática desenvolvido utilizando esse livro. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

ALEGRIA


Tantos temores assombraram a casa da infância; o risco de desabamento, as chuvas que não cessavam, os horrores do banditismo urbano, a violência enclausurante do toque de recolher. Eram tantos os empecilhos para o exercício da cidadania; o feijão era pouco na panela, a voz era seca na garganta, os irmãos eram muitos na casa e as divisões das sobras eram sempre maiores. Os resultados precários, as vidas minúsculas, os morros cada vez mais encharcados de gentes de todas as cores, de muitos lugares, umas vivas e outras caminhando até quando dava. 
Eram tantos riscos, tantas lutas, tantos sonhos dispersos num cotidiano bruto. 
Eram tantos amores, eram tantos que nem dava para contar na multidão. 
Olhei para o céu e vi o cristo reluzente acima de uma comunidade também acesa de alegrias passageiras. Sensações e desejos misturavam-se naquele sobe e desce de fantasias e realidades de trabalho de um ano inteiro para adentrar a avenida. 
Era a caminhada para a letargia dicotomizada do carnaval. A vida, a vida mesmo, explodiria na avenida, ela que na quarta já seria cinzas. 
Carnavalizando,carnabalizando, carnalterando, sem chance de retorno. 
Tantos morros desceram para a folia, tantas vidas sumiram em fantasias e só se via brilho e alegria. 
Essa era a magia, a fuga de uma realidade perversa que retorna todos os dias, e por isso, fugimos para brincar sempre que oportuno. Com nossa sorte, com os poucos recursos, transitórios, nada sobrando para o dia seguinte. 
E ficaram colares para uma próxima folia, quem sabe com um pouco de esperança para além da fantasia. 
Ele, pequeno, brincou na multidão até o final do dia, depois, dormiu nos braços da mãe ouvindo o som ensurdecedor de machinhas e sambas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CARNAVAL - BORA PRA RUA!





Bora pra rua!
Carnaval é momento de prazer e alegria. É retorno a momentos de brincadeiras em tempos de outrora: dança solta, risos largos, fantasias diversas e muitas histórias curtas. Carnaval é território de diversão, falta de preocupação, sensação de tudo resolvido, irresponsabilidade consciente de sua finitude. Na quarta de cinza caem as fichas do mundo real como bloco desfeito, e não dará tempo de arrependimentos, a brincadeira já aconteceu. O que sobra disso tudo? 
Fantasias, cansaço, memórias. Dor nos pés, amizades, amores?
Quem sabe?
Chegará a quarta-feira e das cinzas renasceremos para a vida. 


E virão forças para as lutas diárias!


domingo, 5 de fevereiro de 2017

CURSO DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL - PROGRAMAÇÃO NO AR!


LOCAL: PAULINAS PORTO ALEGRE
RUA ANDRADAS, 1212 CENTRO
FONE: 51 32210422

Local: Auditório Paulinas Livraria – Rua dos Andradas, 1.212 – Centro – Porto Alegre-RS

Vagas: 120

Investimento: R$ 150,00, até o dia 29/3; após essa data, R$ 170,00 (à vista, via depósito bancário,* ou em 2x no cartão)

Obs.: com direito a certificado de 40 horas/aula da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre (mediante frequência mínima de 75%).

Informações e inscrições: na Paulinas Livraria, pelo telefone (51) 3221-0422 ou pelo e-mail livpalegre@paulinas.com.br

Pagamento via depósito bancário em nome de Pia Sociedade Filhas de São Paulo, Banrisul, agência 0051, c/c 06.020.501-01(enviar comprovante da transação identificado por e-mail).

Isenção de inscrição: se você trabalha com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade ou em projetos sociais, sua inscrição pode ser totalmente gratuita (bolsa integral), mediante a apresentação de um documento que comprove que a instituição onde você atua atende a esse público e seu vínculo com a instituição. Consultar disponibilidade de vagas.
 

sábado, 28 de janeiro de 2017

SERTÃO no CATÁLOGO DE BOLONHA 2017



A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil selecionou o livro 'Sertão' para compor o Catálogo Internacional da Feira Literária de Bolonha. Meu livro estará na companhia de outras obras lindíssimas de escritores e ilustradores brasileiros que admiro muito. A Feira de Bolonha é um das maiores feiras literárias dedicadas ao mercado da literatura para infância e juventude, uma honra participar de um evento tão importante.
Clique no link para conhecer todo o catálogo da FNLIJ.
Catálogo da FNLIJ para Feira de Bolonha/Itália.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

OLHAR E SER OLHADO




Olhar e ser olhado por ele, 
por ela, 
por todos eles. 
Aqueles pequenos seres!
Voltar à sala de aula, voltar às aulas, voltar a construir conhecimento e ser desconstruído nos desafios de um cotidiano entrevero. 
Conhecer anseios, olhar o brilho da íris, preocupasse com o singular de cada um deles, mas não ter todas as soluções de imediato, ser cauteloso com cada situação de desespero. 
Ter medo, cuidar do medo dos outros, ser humano mesmo.   
O ofício do professor é o limiar entre o acerto e o erro, e eu sei, já disseram, mas repito para me convencer desse feito. 
É brincadeira séria que nasce no planejado, no improvável, mas precisa também de improviso para ser divertido, elaboração do construído, intencional e assertivo. Leve, forte, preciso! 
São tantos acervos, tantos repertórios e experiências desenvolvidas ao longo da ação; levantem a mão, abram os cadernos, leiam os livros, olhem a lousa, vejam a agenda, guardem os lápis, peguem as canetas, prestem atenção, atenção na desatenção, vivam esse momento, vivam esse instante, lembrem-se de olhar para o lado, ver o amigo sorrindo, divertisse com as bobagens faladas, levantar corpo, mente e alma, ser feliz...ser feliz... Aprendam!
Lembrem-se de anotar o mais importante, de estudar o essencial para a transformação, esforçasse para não piscar no momento mais legal e espontâneo com as outras crianças e adolescentes! 
São crianças crescendo! Não é fácil, e numa escola, elas estão por todos os lados. 
Mas, hoje, ao retornar para a docência de História, lembrei-me do momento em que fiz essa escolha e sua importância na minha trajetória. 
...E olhei e fui a todo tempo olhado. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O ESTADO DA FLOR por FÁBIO MONTEIRO

     Colaboração entre Olivier Baussan e Joana Lira, ilustradora e artista gráfica brasileira.


O estado é a representação da situação, o estado das coisas.
Pode ser mais que isso, mas também menos que o esperado pelos cidadãos.
Estado opressor com poder em dizer não para tudo que é imanente, e sim, para coisas perecíveis, insensatas, inconsequentes.
Esfera de poder que tem capital e  território também.
Representação desfigurada do sólido numa sociedade tão líquida.
Evaporação dos sonhos, fruição das insignificâncias.
Dilatação nas extremidades - do apelo à necessidade, do sublime à pieguice conjuntural.
Não há estado de tranquilidade na desesperança que os caminhos dissimulados ofertam.
Tanto estado, tanto status, tanto sentimento estatizado para nada.
Nessa economia malthusiana, toda nossa de todos os dias, poucos resistem.
Se há estado, ele também sobrevive minguado.
Num lugar em que o soberano governa por entre nuvens, distante das leis, nublado que nem elas, pouco resta a perguntar pelo futuro das crianças, por caminhos possíveis, por transformações significativas.  
Afora poucas horas num estado perene de solidão e angústia,
sobra um pouco de tempo para pensar nas flores. E elas são tantas, não é?
A primeira vez que as vi foi num sonho, depois na vida, depois em tantas memórias:
Amarelas, rubras, murchas, espinhosas, calamitosas, funerárias.
Tantas no sol a sol,
na chuva temporalizada, no sertão duro, no mar profundo,
e acho que as vi também em alguma imersão discretamente humana.
No lugar que nasci, num outro que escolhi, na fronteira da desistência.
As flores assombram em suas quantidades e formas, e sobram nas suas diversidades e gentilezas. Nas resistências e incertezas, no virtuosismo e perfume.
E no estado vaporoso de tempos incertos, e conspiratórios,
quem dera um dia retornar ao mundo flor resistente de mandacaru,
 bela como só ela.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

PALAVRA E SILÊNCIO



O silêncio é lugar de descanso: da fala, do gesto, da ação. 
É anúncio de que o corpo pede escuta, sangue pulsante, mistério da vida. 
Carro parado, louco estático, mundo suspenso.
Necessidade de ficar deitado, sem algodão nos ouvidos, olhos sem movimento. 
Tudo parado, tudo, absolutamente tudo suspenso. 
Não é nada demais, apenas vontade de que tudo cesse sem exaustão para o encontro da calma. 
Aliás, silêncio e calma são quase confundíveis, com exceção da calma verbalizada que rompe o silêncio. 
Quanto mais alardeiam calma, menos o silêncio se instaura. 
O silêncio ajuda a olhar o movimento das coisas, as cores mais profundas das oposições, o despertar mais extravagante do precário. 
É raro encontrá-lo. Fala-se mais que o máximo, menos que o mais necessário.   
Evita-se pouquíssimo cada som, rompe com um incômodo que mal cabe na frase; liga o som, televisão, liquidificador, bate-panela. 
Panelas vazias de silêncios e palavras.  
Fala de si, fala do outro, fala de forma vulgar e alheia ao sentimento, ao suspiro, ao próprio ato espontâneo de calar. 
O silêncio é raro. 
Silêncio.

Intoxicam toda o ar e desprezam o mais importante dos vazios,
o inexorável sentido preenchido pela ausência de cada palavra.