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terça-feira, 11 de abril de 2017

UM SOL, A MARGEM E A VIDA


Hoje não era só um sol que penetrava a margem da vida.
Era um sol, a margem e a vida.
Era uma distância percorrida do infinito ao arado.
Sombra que atravessa as vontades, deságua no improvável
borra o papel de tinta, tanta tinta, tanta vida.  
Hoje era outrora de mancha cinza
Lua que chega de manso e fica rubra.
Fonte que jorra, semeadura,
brota tinta
Jorra cinza
Seca a fonte
Vira vida.
Hoje, pesquei pensamentos esquecidos e revi uma parte do sol,
a outra escondida estava e ficou até tomar para si a parte emergida.
E sozinho sol estava, sozinho sol fiquei.
Hoje escondi o sol pela primeira vez na dispersão
e vi a lua como se fosse a primeira.
De tantas vezes que ela se revelou e se escondeu.
Como o sol que desenho no papel
e borra,
jorra,
seca,
espirra vida.

Hoje fui sol escondido numa lua perdida. 
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