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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

CARTAS A POVOS DISTANTES por BIA REIS


BIA REIS
27 Agosto 2015 | 14:32

O escritor Fábio Monteiro e o ilustrador André Neves contam a história de dois meninos – um brasileiro, outro luandense – que compartilham a vida por meio de correspondência


cartas-a-povos-distantes
Giramundo era um garoto que gostava de viajar usando a imaginação. Inventava lugares, mapas, povos e línguas que não existiam. E inventava tão bem inventado que as pessoas ao redor ficavam em dúvida se as coisas saíam da sua cabeça ou se, de fato, haviam acontecido.

“No fundo do peito, era difícil para Giramundo ter tantas ideias e ser
tão sozinho com todas elas. Era como se a imaginação não encontrasse tempo
e espaço corretos para existir. Giramundo era todo alegria em aproveitar o
tempo para criar amizades inventadas e lugares desconhecidos. E muitas vezes
brincava só, porque assim não havia perigo de ‘rompidão’.”

Giramundo, personagem criado pelo escritor Fábio Monteiro e pelo ilustrador André Neves em Cartas a Povos Distantes, um dia recebe um envelope desconhecido, sem remetente. Dentro há um papel amarelado pelo tempo e linhas em branco, com uma localização geográfica e data de origem: Luanda, 3 de novembro de 1985. As dúvidas logo pipocam em sua mente: quem enviou aquela mensagem?, seria uma brincadeira para testar sua esperteza?, ou será que é alguém realmente tentando fazer contato?
Curioso, Giramundo decide responder a carta e, quem sabe, fazer um amigo. Ainda cheio de dúvidas, o garoto escreve, também de forma misteriosa. E a resposta chega.
Os dois garotos, brasileiro e luandense, passam, então, a trocar cartas repletas de afeto e generosidade. Compartilham informações sobre seus povos, suas famílias, suas vidas. Assim, aos poucos, se aproximam, descobrem semelhanças e diferenças. Puro encantamento.
Cartas a Povos Distantes nasceu de uma história real, de troca de cartas e amizade, vivida por Monteiro. O relato, emocionante, está no final da obra.
As ilustrações de Neves são doces e imaginativas, como o texto de Monteiro, e têm retrata ainda o certo mistério que cerca a troca de cartas. Neves já esteve outras vezes nesta Estante de Letrinhas, com Mel na BocaTom e Carmela Caramelo. Que gosta do trabalho de Neves ou quer conhecê-lo um pouco mais, a dica é a exposição André Neves em Caminho, em cartaz no Sesc Ribeirão Preto até 20 de setembro (clique aqui para saber mais, direto do Esconderijos do Tempo).
ServiçoCarta a Povos DistantesEscritor: Fábio Monteiro
Ilustrador: André Neves
Editora: Paulinas
Preço: R$ 39,90

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CARTAS A POVOS DISTANTES NO YOU TUBE







Giramundo acredita que o mundo é muito grande. Mergulhava nos livros de Geografia e Cartografia, mas também inventava lugares e línguas que mapa nenhum poderia localizar. Um dia, o garoto recebe uma carta misteriosa vinda de Luanda. Um novo e misterioso amigo que transforma a vida de Giramundo.
Aqui no Brasil, o menino que antes vivia de inventar histórias passa a descobrir as boas sensações que envolvem falar a verdade. Ele descobre que Seu Joaquim, o português dono da papelaria, é na verdade angolano, de Luanda. Através dele e do novo amigo distante, Giramundo mergulha na intensa história do país africano: o passado colonial, a luta pela independência, a guerra civil que subjugou a população local.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

ACERVO BÁSICA DA FNLIJ

Meu livro "Como Natureza", com Ilustrações da incrível Elisabeth Teixeira e publicado pela Editora Abacatte, foi selecionado para o Acervo Básico da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) na categoria Criança. 




sexta-feira, 7 de agosto de 2015

JORNAL DE LETRAS por ANNA MARIA DE OLIVEIRA RENHACK






Descobertas

Gosto de passear nas livrarias entre os livros em destaque, observando tendências e a comunicação objetiva e criativa das capas. Nos espaços destinados aos pequenos leitores, me deixo conduzir pelas histórias mágicas, sempre me impressionando com a criatividade e a beleza artística de autores e ilustradores e o cuidado das edições. As livrarias são espaços de aconchego e troca, de cumplicidade e enlevo. Pena que ainda não há um destaque maior para a literatura infantil propriamente dita, prevalecendo os brinquedos encadernados. Quando participo de encontros e feiras, também tenho a oportunidade de abrir os olhos para as novidades, para o encontro com os profissionais do livros, conhecendo um pouco mais da trajetória de cada um. No recente Salão da FNLIJ, o passeio entre os estandes me proporcionou conversas e aquisições interessantes de obras que me encantaram.
Compartilho em nossa página a alegria desses encontros mágicos, reforçada pelas publicações que sempre nos enviam editoras amigas.

 

Os três ratos de Chantilly – de Alexandre Camanho (Pulo do Gato), obra premiada pela FNLIJ na qual a beleza das ilustrações e a qualidade da produção editorial comprova que atingimos padrão editorial de igualdade com os livros produzidos no exterior. Autor e ilustrador, Camanho tem por base o conto Os três cegos de Compiègne e aproveita a ideia do amor materno que é atribuído às corujas pelo saber popular (Quem ama o feio bonito lhe parece!) para criar uma história cheia de surpresas, em que os três ratinhos, enganados pela ave, acabam superando suas dificuldades e levando a melhor. 

 

Desde Aí é outra história... (Galera Record) Maurício Veneza, autor e ilustrador, nos encanta com recontos sobre os contos de fadas. Em Roy encontra Cinderela (abacatte), Veneza nos apresenta o Diário de Roy, que narra a história de Cinderela e suas irmãs, com a ida ao baile com a ajuda da fada madrinha e a busca do príncipe pela dona do sapatinho perdido. Roy é o esperto ratinho amigo de Cinderela e, ao final, também recebe um prêmio por sua dedicação. Uma delícia!



Esse urso rabugento que parece que está de mau humor acaba se revelando bem mais simpático e amigo do que parece. Dessa vez, ele está com muita fome e os peixes estão sumindo do rio. Até que ele sente um puxão e pesca... Outro urso!!! Um urso polar que não encontra onde morar com o gelo derretendo! O urso esfomeado, de Nick Bland, com tradução de Gilda de Aquino (Brinque-Book) é ótima oportunidade para conversar de maneira bem divertida sobre ecologia com os pequeninos!

 

Agora é a vez da girafa! Fabrício Carpinejar é conhecido por seus textos românticos que encantam seus leitores. Em A girafa é minha, com ilustrações de Miguel Tanco (SM), o autor busca uma solução criativa para a menina Paula, que está decidida a levar a girafa Theo para casa. Paula acaba aprendendo uma porção de coisas sobre as girafas e decide que o melhor é que ela permaneça no Zoológico, mesmo ela sendo a sua dona!



Estive com Carme Solé Vendrell, em 2014, em Bolonha (foto). Conversamos sobre seus projetos e sobre as obras ilustradas por ela, publicadas no Brasil (Carme ilustrou os contos juvenis extraídos da obra de Gabriel García Márquez, editados pela Record). Já conhecia a edição espanhola de La cruzada de los niños, texto emocionante de Bertolt Brecht, sobre a peregrinação de um grupo de crianças órfãs fugindo dos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial. Agora publicado no Brasil, A cruzada das crianças, com tradução de Tercio Redondo (Pulo do Gato), nos sensibiliza com a força do texto e a dramaticidade dos desenhos de Carme.



E uma outra guerra também nos comove. A história vai caminhando aos poucos, através da troca de cartas entre dois amigos estimulados pela curiosidade e pelo fato de ambos se chamarem Giramundo: o Giramundo do Brasil e o Giramundo de Angola. No mundo moderno, com a internet ligando tudo em tempo real e onde as redes sociais cruzam o globo, Fábio Monteiro recorre às cartas para contar uma história sensível, com as descobertas de um menino brasileiro e de seu xará em Luanda. As notícias da guerra civil, das dificuldades e esperanças do pequeno africano afligem e sensibilizam o menino brasileiro. André Neves captou (como sempre) com sensibilidade e leveza o texto de Cartas a povos distantes (Paulinas). E, através da literatura, aprendemos história, geografia e amizade!

Para terminar com alegria, um brinde aos amigos queridos que compartilharam a felicidade de Nelson Cruz ao receber o Prêmio de Literatura Infantil da Academia Brasileira de Letras com O livro do acaso.





 




terça-feira, 4 de agosto de 2015

Entrevista - A Menina que Contava - Portal Paulinas



No livro A menina que contava, a personagem Alga enxergava números nas coisas. Ela gostava dos números e os números gostavam dela. Desde o velho casaco, presente de sua mãe, com seus inúmeros botões até as estrelas mortas e seus anos-luz, Alga contava tudo... Inventava histórias sobre descobridores só para calcular os dias da viagem e era somas e multiplicações das 24 horas pelos 60 minutos vezes 7 dias para se chegar ao fim do mundo... Sabia calcular sem usar os dedos... perdia nas competições de classe só para calcular de novo e manter os amigos... A menina contava tudo... até os minutos que levaria para chegar o socorro, quando escorregou no caminho de volta pra casa. Contava os centímetros enquanto crescia... Até que, aos 20 anos, encontrou um rapaz que contava histórias e com ele se casou. Juntos tiveram dois meninos e para não acumularem milhões e milhões de coisas como todo mundo faz, começaram a dividir suas experiências com os outros. 
Com um projeto gráfico de criatividade incalculável, desenvolvido por André Neves, essa obra vai deixar no pequeno leitor um gostinho de: Ah, conta mais!!!