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sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHERES por FÁBIO MONTEIRO





Nesse dia, não quero falar dos mistérios femininos, mas.

Minha mãe desdobrava-se nos paradoxos de uma vida de doação aos filhos e na certeza da manutenção de sua essência feminina. Transitava com uma intranquilidade invejável, mas competente, entre as tarefas do lar e os compromissos do ser. Brava e encantadora, tinha uma essência tão pura que o peso maior ficava por conta dos valores que carregava,  e nas suas solidões de desejos, mãe, mulher , esposa, era forte como uma leonina e estava sempre em prontidão.

Minhas irmãs e sobrinhas, não fugiram à genética. Dividem-se no limiar do ser e estar. São, um essência única,  na integridade da palavra, na beleza da vida, na esperança que não cessa. Lutam feito mães, brigam pela vida, encantam-se com a simplicidade de uma vida tão complexa. Estão, presentes como o tempo, não se intimidam com o tamanho da montanha, acordam cedo para ver tudo de perto.

Minhas amigas, mulheres na sua integridade e peculiaridade: Frágeis, sensíveis, fortes, negras, brancas,  altas, pequenas, tantas e tantas. Dividem-se em mil e são tão inteiras. Correm para dar conta de tantas contas e não se perdem em resultados tão preciosos. E como as da minha família, são mães, esposas, leoninas, mulheres, vivem numa intimidade profícua entre os compromissos e a liberdade, como se fosse voar.

Voar mais longe que voam,  voar mais perto de tudo.

Voar como mulheres.
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