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sábado, 23 de março de 2013

CANTIGAS PARA EMBALAR por FÁBIO MONTEIRO









As cantigas para infância, presentes nas minhas brincadeiras de pequenino, eram exercícioS contínuos de memória e prazer; em algumas músicas a sincronia com palmas e avessos delas, com algumas, estalava os dedos e logo em seguida uma piscada e outras mais simples; era só pra passar o tempo. 

Adoleta

Lê peti peti polá, lê café com chocolát

Adoleta


Sempre variávamos nosso repertório musical entre as que eram para rodar,


Ciranda Cirandinha

Vamos todos cirandar

Vamos dar a meia volta

Volta e meia vamos dar


Esperar,


Cai cai balão, cai cai balão

Na rua do sabão

Não Cai não, não cai não, não cai não

Cai aqui na minha mão !


Brigar,


O Cravo brigou com a rosa

Debaixo de uma sacada

O Cravo ficou ferido

E a Rosa despedaçada


Enamorar,


Se eu roubei, se eu roubei seu coração

É porque tu roubastes o meu também

Se eu roubei, se eu roubei teu coração

É porque eu te quero tanto bem


Repetíamos por horas e horas com danças e festas. E quando caia a noite, no silêncio e calmaria de uma rua feita de barro, entoávamos as de embalar o sono.

Confesso que ainda recorro nas noites longas a minha predileta.


Boi, Boi, Boi
Boi da cara preta
Pega essa menino que tem medo de careta!
 
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