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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

OLHAR E SER OLHADO




Olhar e ser olhado por ele, 
por ela, 
por todos eles. 
Aqueles pequenos seres!
Voltar à sala de aula, voltar às aulas, voltar a construir conhecimento e ser desconstruído nos desafios de um cotidiano entrevero. 
Conhecer anseios, olhar o brilho da íris, preocupasse com o singular de cada um deles, mas não ter todas as soluções de imediato, ser cauteloso com cada situação de desespero. 
Ter medo, cuidar do medo dos outros, ser humano mesmo.   
O ofício do professor é o limiar entre o acerto e o erro, e eu sei, já disseram, mas repito para me convencer desse feito. 
É brincadeira séria que nasce no planejado, no improvável, mas precisa também de improviso para ser divertido, elaboração do construído, intencional e assertivo. Leve, forte, preciso! 
São tantos acervos, tantos repertórios e experiências desenvolvidas ao longo da ação; levantem a mão, abram os cadernos, leiam os livros, olhem a lousa, vejam a agenda, guardem os lápis, peguem as canetas, prestem atenção, atenção na desatenção, vivam esse momento, vivam esse instante, lembrem-se de olhar para o lado, ver o amigo sorrindo, divertisse com as bobagens faladas, levantar corpo, mente e alma, ser feliz...ser feliz... Aprendam!
Lembrem-se de anotar o mais importante, de estudar o essencial para a transformação, esforçasse para não piscar no momento mais legal e espontâneo com as outras crianças e adolescentes! 
São crianças crescendo! Não é fácil, e numa escola, elas estão por todos os lados. 
Mas, hoje, ao retornar para a docência de História, lembrei-me do momento em que fiz essa escolha e sua importância na minha trajetória. 
...E olhei e fui a todo tempo olhado. 
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