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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

FEIRA DO LIVRO EM VIAMÃO/RS

O sol desta sexta-feira iluminou a manhã do penúltimo dia da 12ª Feira Literária de Viamão. No Salão da Paroquial da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, aconteceu a oficina sobre ilustração e contação de histórias com Ana Lasevicius. Estavam presente os alunos do 3º e 4º ano da EMEF Dr. Glênio Peres e a escritora contou a lenda da Branquinha, que é bastante conhecida na cidade de Viamão. Falou sobre seu trabalho com crianças de rua, com pinturas e desenhos. Explicou para as crianças que as cores que elas escolhem utilizar retratam os sentimentos delas e tem relação direta com suas experiências de vida, além da importância de evocar suas emoções, seja para escrever ou dançar. Em sua oficina, ela pediu para as crianças desenharem uma vaca, inspirada nas diversas vacas coloridas que tem espalhado na cidade de São Paulo. As crianças se divertiram, utilizando canetas coloridas e olhinhos para dar vida às suas vaquinhas.

Teatro
O espetáculo “Quatro contos para Teatro de Bonecos”, da Cia Gente Falante – Projeto Teatro a Mil do SESC, alegrou as crianças. No Palco Principal, o espetáculo de rádio-teatro, unindo três histórias infantis, levou muita descontração e diversão para a garotada. “Sabrina, 40 Fantasmas e Mais Uns Amigos & Outras Histórias”, do Grupo Cuidado que Mancha, tem uma narrativa especial através da música, elementos radiofônicos e sonoplastia. O espetáculo teve por objetivo despertar a imaginação através da transformação de cenários visuais em cenários sonoros.

Música ao Meio-Dia
Ao meio-dia, o músico local, Gian Becker, realizou apresentação de trompete.

Bate-papo e Sessão de Autógrafos
O Bate-papo dessa manhã foi com o escritor pernambucano, residente em São Paulo, Fábio Monteiro. O escritor conta histórias verdadeiras, mas inventa algumas outras que se tornam verdades, por meio da literatura para crianças de todas as idades. Na conversa com os estudantes, Monteiro se encantou com as crianças e suas curiosidades sobre o ofício de escrever. Queriam saber o que ele gostava de ler e sobre o seu imaginário da infância. “Normalmente o que os leitores querem saber é sobre minha vida pessoal e isso não importava para eles. Eles estavam querendo saber qual era o caminho para se tornar um escritor. Isso considero que seja fruto do trabalho que vem sendo realizado nas escolas municipais, com projetos e oficinas de leitura. Isso não se vê no resto do país, infelizmente.”
De acordo com Monteiro, o contato com o público é muito importante para o autor. “É uma troca. É nessa hora que conhecemos quem está lendo os livros. Para o público também é importante, pois ele cria um imaginário do autor e esse contato gera uma empatia muito boa”, explica. O escritor conta que começou a escrever aos 38 anos, pois queria escrever para alguém. Outro papel importante numa obra é a ilustração, que fica a cargo do ilustrador. “Às vezes imaginamos uma cena para uma história, mas isso o ilustrador não sabe, pois ele recebe a tarefa da editora do livro e, a partir do texto, cria a ilustração e a capa. E isso só é apresentado para mim quando pego o livro impresso, pronto. A reação de surpresa é sempre maravilhosa!”, expressa.
O livro que autografou, Sertão, toca os leitores pela singeleza da narrativa. A obra fala sobre amizade, sentimentos e descoberta de realidades diferentes. A escritora Raquel Grabauska também realizou uma sessão de autógrafos.



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