quarta-feira, 15 de julho de 2015

CRIAR HISTÓRIAS POR FÁBIO MONTEIRO

PERSONAGENS DOS LIVROS JÁ LANÇADOS - COMO NATUREZA, CARTAS A POVOS DISTANTES E A MENINA QUE CONTAVA. A ILUSTRAÇÃO O CENTRO, SERÁ LANÇADO EM AGOSTO. 

A escrita veio diluída nisso tudo. Primeiro os gestos, depois as palavras, depois o registro, depois a subversão. Escrevo subvertendo a ordem, desafiando o sentido, instigando o leitor a pensar sobre o não dito. É assim que gosto, é assim que uso a palavra pensada-escrita-falada, não necessariamente nessa lógica, não necessariamente como comando. A palavra manda em mim. Ela vai saindo e virando ideia. Toma forma, vira história e não é mais minha.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

LANÇAMENTO EM AGOSTO - ILUSTRAÇÕES DA ELMA.

Chegando... Em agosto!
Livro em parceria com a querida e talentosa Elma Fonseca de Lima, editado pelo competente Gil Vieira Sales. 
Editora do Brasil
.


Feliz demais!



terça-feira, 7 de julho de 2015

CARTAS A POVOS DISTANTES POR CRISTINA SÁ

LANÇAMENTO DA EDITORA PAULINAS: "CARTAS A POVOS DISTANTES" DE FÁBIO MONTEIRO E ANDRÉ NEVES

http://cristinasaliteraturainfantilejuvenil.blogspot.com.br/2015/06/lancamento-da-editora-paulinas-cartas.html
                                        SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br

COLEÇÃO ESPAÇO ABERTO

INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)


96 páginas  

                                   " Dois mundos. Uma carta.
                                     Um mistério.

                                     Uma história que rompe a distância

                                     de um oceano inteiro,
                                     para desaguar nas fronteiras
                                     que unem o Brasil e a África.

                                     As guerras podem

                                     ser evitadas
                                     as amizades não."


Em "CARTAS A POVOS DISTANTES", o escritor FÁBIO MONTEIRO  compartilha

com  o leitor  a história de Giramundo, um  menino,  que  com  suas  invencionices,
costumava  impressionar  muito uma  plateia  de  'supostos'  amigos. Ele  conhecia
todos os livros de geografia e cartografia  possíveis, mas tinha a mania de inventar
lugares e idiomas que não existiam. Giramundo se relacionava com as pessoas de
um modo bem particular.

            "No fundo do peito, era difícil para Giramundo ter tantas ideias e

             ser tão sozinho com todas elas. Era como  se  a imaginação não
             encontrasse  tempo  e  espaço corretos para  existir. Giramundo
             era  todo  alegria  em  aproveitar  o  tempo  para  criar  amizades 
             inventadas  e  lugares desconhecidos. E  muitas vezes brincava 
             só, porque assim não havia perigo de "rompidão".

             Dizem  que  tudo no  mundo gira e que o que é de baixo vem pra 

             cima, tal  qual  roda  de vento, formiga  em buraco - mistérios da
             vida que se encarregam de nos ensinar sobre nossos malfeitos.

             Com  o Giramundo  não  foi  diferente. De tanto  que mexeu com 

             essas  histórias  e   línguas  de  povos  distantes,  de  tanto  que
             brincou com o  desconhecido destino, de tanto que fez, de tanto
             que  aprontou,  um  dia  recebeu, com surpresa, um envelope de
             um lugar  desconhecido, sem  nome do remetente, o primeiro da
             sua  vida. Dentro,  um  papel  amarelado  pelo  tempo,  linhas em 
             branco  com  localização  geográfica  e  data  de  origem,  e nada
             mais."

Esta primeira e misteriosa carta, vinda de Luanda, rompeu  a distância e a imensidão

de um  oceano e acabou  atando  duas pontas  de uma  verdadeira amizade, pois as
trocas de cartas continuaram por anos e anos...

Giramundo, que  vivia  inventando  histórias,  acordou  para  vida.  Descobriu  muitas

coisas: tinha conquistado um amigo verdadeiro, podia conhecer o mundo sem sair de
casa e descobriu  que não  precisava mais mentir,  pois histórias  verdadeiras tinham
um sabor especial.

Por  trás da  história  de Giramundo, o leitor vai  encontrar um  sentido crítico que vai

desde a luta pela liberdade de Angola até a guerra civil no país, que matou  milhares 
de africanos,  fez milhões de refugiados  e  causou danos ao patrimônio público. Mas
tudo envolto numa linguagem que revela compaixão e fraternidade.

O  texto  de  FÁBIO  MONTEIRO, escrito  com  apuro  de  linguagem  e com  muita
sensibilidade, emociona e revela-se com algumas entrelinhas para, pouco a pouco,
serem preenchidas pelo leitor.

O escritor FÁBIO MONTEIRO, que é também  historiador e  professor, no  posfácio

do livro,  apresenta nota sobre cartas, memórias e  amizades, traçando um paralelo 
da história de Giramundo com a sua própria história de vida.


"CARTAS A POVOS DISTANTES" é um livro  envolvente e comovente! 


Esta  obra  reúne, ainda,  muitos  outros  pontos  interessantes. Todos  estes pontos, 

aqui  destacados ou não, sem  dúvida, imprimiram à história de Giramundo emoções,
que irão ecoar mesmo depois que o leitor fechar o livro.


AS ILUSTRAÇÕES:



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No  livro "CARTAS  A  POVOS  DISTANTES", as  ilustrações e  o projeto gráfico, 

assinados por ANDRÉ NEVES, são uma atração inegável. 

O colorido forte da capa não aparece nas ilustrações do miolo do  livro, onde os

tons pastéis e a monocromia figuram com muita elegância.

As ilustrações deste livro são  impactantes e instigantes. Com um traço que é só  

seu  e sempre fiel ao seu estilo, o  ilustrador constrói, através das imagens, uma 
narrativa própria, para contar a história de Giramundo.

O projeto gráfico do livro é bastante expressivo, explora recursos que compõem 
muito  bem  este  trabalho  e despertam  a atenção  do  leitor, em alguns pontos,
como  por  exemplo: o  colorido  forte da  capa / capa com abas / uso da cor na
parte  interna  da  capa  e  abas / ficha  catalográfica  sobre  folha  envelhecida / 
sumário em  página dupla  tendo  como fundo  o  mapa de  Angola, vários  selos
do país e papel envelhecido / a  numeração  das páginas  /  fontes diferenciadas
das cartas...

Todas as soluções gráficas encontradas pelo artista conferiram beleza ao projeto
e tornaram o livro mais atraente.


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OS AUTORES: 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

SALA DE IMPRENSA!

CARTAS A POVOS DISTANTES

Data de publicação: 17/06/2015
Os Giramundos trocaram por anos correspondências falando sobre os diferentes mundos em que viviam. E, com um tempo só deles, aprenderam mais sobre a amizade e a vida.              
Giramundo acredita que o mundo é muito grande. Mergulhava nos livros de Geografia e Cartografia, mas também inventava lugares e línguas que mapa nenhum poderia localizar. Um dia, o garoto recebe uma carta misteriosa vinda de Luanda. Um novo e misterioso amigo que transforma a vida de Giramundo.

Aqui no Brasil, o menino que antes vivia de inventar histórias passa a descobrir as boas sensações que envolvem falar a verdade. Ele descobre que Seu Joaquim, o português dono da papelaria, é na verdade angolano, de Luanda. Através dele e do novo amigo distante, Giramundo mergulha na intensa história do país africano: o passado colonial, a luta pela independência, a guerra civil que subjugou a população local.

No posfácio, o historiador Fábio Monteiro faz um paralelo com a sua própria história: “Nasci num tempo de dores e perdas das liberdades políticas e civis no Brasil. Confesso também que, no meu mundo infantil, a falta delas aparecia em situações diluídas em problemas estruturais que o País passava. (...) Talvez por isso Angola me comova. Somos fruto de uma mesma colonização e, durante tanto tempo, de privações aos nossos pensamentos de gaivotas e vozes megafônicas”. Em tom poético, porém assertivo, vai além: “Nossas dores foram e devem ser compactuadas como humanas, que similares compartilham as lembranças e os esquecimentos de povos que lutaram contra a colonização, escravidão, imperialismo e governos que suspenderam os direitos de exercício em ser gente, pouco reconhecendo nossa condição de humanos”.

Cartas a Povos Distantes é mais que uma história sobre crianças, cartas e mapas. É um livro delicado sobre as semelhanças que unem e as diferenças que enriquecem.

Autor: FÁBIO MONTEIRO é ‘paulistano’ de Recife/PE. Formado em História pela Federal Rural de Pernambuco, especializou-se em História, Sociedade e Cultura na PUC-SP. Conta histórias verdadeiras para seus alunos, mas inventa algumas outras que se tornam verdades por meio da literatura para infância e juventude.
Ilustrador: ANDRÉ NEVES nasceu em Recife, mas reside em Porto Alegre, onde trabalha pesquisando, escrevendo e ilustrando livros infantis. Estudou Artes Plásticas, é arte-educador e promove palestras e oficinas sobre Literatura Infantil e Juvenil. Pela Paulinas, publicou A seca (‘Melhor livro de imagem do ano’ e ‘Altamente recomendável’, FNLIJ/2000), Mestre Vitalino (‘Altamente recomendável’, FNLIJ/2000) e Menino chuva na rua do sol (‘Acervo básico’, FNLIJ/2003). Como ilustrador, atuou em Ouvindo as conchas do mar e História sem pé nem cabeça, de Luciano Pontes; Menino minotauro, de Luiz Felipe Botelho; O mágico de Oz, de Tatiana Belinky; Vira, vira, vira lobisomem, de Lúcia Pimentel Góes; O colecionador de pedras, de Prisca Augustoni; A menina que contava, de Fábio Monteiro.


Título: Cartas a povos distantes
Autor: FÁBIO MONTEIRO
Ilustrador: ANDRÉ NEVES
Paulinas Editora
Coleção: Espaço aberto
Formato: 19,0 x 23,0
Págs.: 96
Código: 52726-2
ISBN: 9788535639094


Fonte: sala de imprensa
Postado por: Sala de Imprensa

17º SALÃO DA FNLIJ PARA CRIANÇAS e JOVENS 2015!

Foi uma maravilha!


Elma (Escritora e ilustradora) e Goreti (Editora)


Crianças no lançamento do 'Cartas a povos distantes'.


'Cartas a povos distantes'.


Tino Freitas(Escritor), Elma(Ilustradora e escritora), Sandrele (Amiga) e Rosinha (Escritora e Ilustradora).