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domingo, 22 de outubro de 2017

VALEU, MARANHÃO!


Encontrar leitores no Nordeste é uma emoção indescritível. Foram dias de brincadeiras e emoções por meio de conversas literárias e folguedos de nossa terra. As crianças e professores leram os livros Cartas a povos distantes, Sertão e a Menina que contava e viajaram pelo universo das personagens e ambientes imaginados por mim. Uma honra contribuir com a fantasia de tanta gente e saber que a literatura é também recebida por eles como um lugar habitável e chance de imaginar dias melhores.  
Os encontros literários possibilitam aproximar as crianças do ofício do escritor, sobretudo, do exercício da leitura e escrita, contribuindo para a formação leitora deles. Essas trocas culturais abrem caminhos para que o livro e o escritor sejam desmistificados, tornando-se próximos do seu cotidiano e das suas vidas. 
Vamos caminhando, descobrindo novos leitores e levando o livro como objeto transformador, reparador e gerador de chances no mundo real e nos sonhos que persistimos em conquistá-los. 
Valeu, Maranhão! 

sábado, 10 de setembro de 2016

REVISTA PORVIR - PROFESSORAS USAM HISTÓRIA INFANTIL PARA TRABALHAR MATEMÁTICA


Crédito: graja / Fotolia.com

Criar jogos e atividades baseadas na história “A menina que contava” foi a forma que duas professoras encontraram para trabalhar matemática na educação infantil

por Suzana Rodrigues Moraes e Tamiza Richelly Freitas  8 de setembro de 2016

“Um conto que conta” é um projeto interdisciplinar que une a matemática com a literatura infantil. Na Escola SESC, no Rio Grande do Norte, nós sempre recebemos a proposta de realizar um projeto. Quando eu e a professora Tamiza Freitas sentamos para pensar em quais atividades desenvolveríamos, nós pegamos a lista de livros paradidáticos das crianças. Quando vimos “A menina que contava”, do Fábio Monteiro, entre as obras, tivemos a ideia de juntar a matemática e literatura.
O livro conta a história da personagem Alga. A menina se depara com várias situações no dia a dia e vai fazendo a contagem das quantidades que encontra. A sua mãe é costureira, então ela conta os botões das roupas, por exemplo. Primeiro, nós fizemos uma leitura para que as crianças conhecessem a história. Depois, a cada página, nós desenvolvíamos uma atividade diferente, mas que fosse inspirada no livro, para os alunos sentirem como se fizessem parte da história e vivenciassem tudo o que a Alga também vivenciava.
Então nós construímos um casaco gigante de papel e colocamos os botões para as crianças fazerem a contagem, desenvolvemos atividades em grupo no parque assim como a personagem. Em uma parte da história, a menina quebra a perna. Nós aproveitamos para contar e estudar os ossos do corpo humano. Em outra, ela conta as estrelas e os planetas. Essas abordagens diferentes permitiram que desenvolvêssemos outras atividades, tornando o projeto interdisciplinar.
As crianças aprendem de forma muito mais significativa quando é algo que elas querem
Com a ampliação do projeto, começamos a construir jogos matemáticos com os alunos. Nós criamos o jogo da pizza, de acertar o alvo, jogos de encaixe e uma trilha, inspirada em um caminho que a personagem fazia no livro.
Eu acho importante começar a trabalhar a matemática com crianças entre em cinco e seis anos porque ela está em todo lugar. As crianças ainda não conseguem diferenciar os números quando entram na escola, mas com certeza já viram os números de casa, no microondas, na televisão, no controle remoto e em muitos outros lugares. Isso faz parte do cotidiano delas.
Aqui na escola, nós sempre devemos fazer uma culminância do projeto, mostrando que estamos finalizando as atividades. A princípio, eu a professora Tamiza pensamos em desenvolver uma peça teatral com os alunos, a fim de apresentar a história da personagem Alga para os outros estudantes. Só que a gente sempre escuta o que as nossas crianças têm a dizer, porque acreditamos que tudo o que elas devem aprender precisa ter um significado na vida de cada um. Quando fizemos a proposta da realização da peça teatral, nós percebemos que eles não se empolgaram muito. Então decidimos perguntar o que eles queriam fazer na culminância do projeto, ao que eles responderam que queriam continuar com os jogos dentro da sala de aula.
Os jogos fizeram com que eles se envolvessem muito mais no projeto, porque todos queriam vivenciar e aproveitar o espaço criado
Diante da vontade dos nossos alunos, decidimos mudar o fechamento das atividades. Eles que escolheram a culminância. A partir dessa demanda, criamos a matemadoteca, um espaço dentro da sala de aula onde colocamos os jogos criados e também o livro da personagem, para que os estudantes pudessem vivenciar sempre que quisessem. As crianças aprendem de forma muito mais significativa quando é algo que elas querem. Não adiantaria que a gente insistisse na peça de teatro, sendo que era algo que eles não queriam de fato. Os jogos fizeram com que eles se envolvessem muito mais no projeto, porque todos queriam vivenciar e aproveitar o espaço criado. A cada atividade eles iam aprendendo mais sobre matemática, sobre os números e as regras dos jogos.
Suzana Rodrigues Moraes e Tamiza Richelly Freitas
Suzana Rodrigues Moraes e Tamiza Richelly Freitas são licenciadas em Pedagogia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN. Ambas são estudantes do Curso de Especialização nas áreas de Práticas Educativas e Psicopedagogia e atualmente são professoras de Educação Infantil da Escola SESC - Mossoró, no Rio Grande do Norte.











http://porvir.org/professoras-usam-historia-infantil-para-trabalhar-matematica/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Entrevista - A Menina que Contava - Portal Paulinas



No livro A menina que contava, a personagem Alga enxergava números nas coisas. Ela gostava dos números e os números gostavam dela. Desde o velho casaco, presente de sua mãe, com seus inúmeros botões até as estrelas mortas e seus anos-luz, Alga contava tudo... Inventava histórias sobre descobridores só para calcular os dias da viagem e era somas e multiplicações das 24 horas pelos 60 minutos vezes 7 dias para se chegar ao fim do mundo... Sabia calcular sem usar os dedos... perdia nas competições de classe só para calcular de novo e manter os amigos... A menina contava tudo... até os minutos que levaria para chegar o socorro, quando escorregou no caminho de volta pra casa. Contava os centímetros enquanto crescia... Até que, aos 20 anos, encontrou um rapaz que contava histórias e com ele se casou. Juntos tiveram dois meninos e para não acumularem milhões e milhões de coisas como todo mundo faz, começaram a dividir suas experiências com os outros. 
Com um projeto gráfico de criatividade incalculável, desenvolvido por André Neves, essa obra vai deixar no pequeno leitor um gostinho de: Ah, conta mais!!!

domingo, 7 de setembro de 2014

Colégio Dante Alighieri: Pais e alunos do 4º ano têm oficina de raciocínio lógico






Pais e alunos do 4º ano têm oficina de raciocínio lógico

Secundária - Fachada
No sábado, 30 de agosto, os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Dante Alighieri tiveram a companhia de seus pais em uma oficina de raciocínio lógico realizada pela coordenação do 2º ao 5º ano em parceria com o Departamento de Tecnologia Educacional.
“O 4º ano é uma série intermediária, em que as crianças já têm habilidade para o raciocínio lógico. Reunimos pais e filhos em uma atividade lúdica e diferente”, explicou a professora Symone Oliveira, coordenadora do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental
Além de exercitar o raciocínio lógico dos alunos, a atividade buscou promover a integração de pais e estudantes ao ambiente escolar. “A ideia é cada vez mais ter os pais junto dos alunos no Colégio. Como o Dante prega a valorização do conhecimento, nada melhor que os pais estejam na Escola mostrando aos filhos que o conhecimento é importante. Essas atividades sempre são muito enriquecedoras. O dia a dia é muito corrido, sendo difícil para os pais passarem muito tempo com os filhos. Assim, demos uma oportunidade para pais e filhos realizarem uma atividade conjuntamente”, explicou a professora Silvana Leporace, diretora-geral pedagógica do Dante.
No início da atividade, foi exibido um vídeo em que a própria professora Silvana explicava a intenção da iniciativa. A oficina contou com o suporte pedagógico da Mathema, consultoria especializada em pesquisas e experiências matemáticas, que desenvolve um trabalho de capacitação dos professores dantianos de 2º ao 6º ano do Ensino Fundamental.
A oficina
Para a realização da oficina, pais e alunos ouviram a história “Viagem para roubar a lua”, baseada no filme “Meu malvado favorito” – a adaptação do texto coube à professora Irene Nedavaska. Em seguida, receberam, por escrito, a mesma narrativa, que apresentava os enigmas a serem decifrados na atividade por meio do raciocínio lógico.
Antes da resolução dos enigmas, foram sorteadas as estações em que cada grupo trabalharia: notebook, tablet, lego, lápis e papel – uma forma de mostrar que diferentes plataformas podem ser utilizadas para solucionar os exercícios. “Trouxemos diferentes tecnologias – tanto analógicas, quanto digitais – para essa atividade, procurando fazer uma coisa mais híbrida e potencializar o raciocínio lógico”, explicou a professora Valdenice Minatel, coordenadora do Departamento de Tecnologia Educacional.
Após pais e alunos efetuarem os exercícios, as professoras realizaram um painel de resoluções, em que cada grupo mostrava como havia chegado às respostas. “O importante nesta oficina não é a resposta, mas a forma de se chegar até ela”, explicou a professora Alline Mariguela. “Quando o pai faz a lição com o filho, eles podem ter visões e ideias diferentes. E esse compartilhamento é importante”, completou.
Os participantes da oficina ainda assistiram a uma mensagem, em vídeo, da coordenadora da Mathema, Katia Stocco Smole, que falou sobre a importância de os pais exercitarem o raciocínio lógico dos filhos no dia a dia, testando hipóteses, ensinando resiliência, propondo jogos (como dominó) e brincadeiras numéricas, além de lerem livros de matemática para as crianças (em especial, indicou a obra “A menina que contava”, de Fábio Monteiro, da Editora Paulinas).
Por fim, pais e alunos fizeram uma avaliação por escrito sobre a oficina e receberam seus certificados de participação. “Eu adoro as iniciativas do Colégio que incluem os pais, porque a educação é uma obrigação partilhada entre os pais e a escola. E com atividades como essa, ambos cumprem seus papeis”, afirmou Silvia Narvaez Saraiva, mãe do aluno Francisco Narvaez de Almeida Saraiva, do 4º ano A.

terça-feira, 1 de julho de 2014

OBRAS PREMIADAS 2014 - BONDE LÊ


ALEGRIA DE TER O COMO NATUREZA ENTRE AS OBRAS DE AUTORES QUE ADMIRO TANTO!




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