sexta-feira, 10 de abril de 2020

OS SEGREDOS DE DONA JOANITA por FÁBIO MONTEIRO

Chegou e VIVA a alegria das chegadas.
Felicidade em tocar na ancestralidade de tantas mulheres para tentar criar uma personagem a altura da força, luta e conquista delas.
Admiro a sensibilidade feminina e isso é matéria-prima para esse livro.
Um viva a todas que gritam por liberdades, as que lutam contra a opressão, as que fugiram da exclusão, as incompreendidas, as silenciadas, todas elas sem exceção, nunca esquecidas.
Às mulheres de todos os tempos!
Univo-os!
Estou super emocionado e feliz com essa chegada!
Boa leitura, e quem puder, compartilha também.
Link para compra
https://www3.livrariacultura.com.br/os-segredos-de-dona-joanita-2112265047/p
Foto: André Silva

domingo, 5 de abril de 2020

Histórias sopradas em vento por Fábio Monteiro

Temos alguns medos e falar sobre eles favorece boas conversas com as crianças.
Então, vamos conversar!
https://youtu.be/6hlrbMbiWXI



sexta-feira, 3 de abril de 2020

ENTRE UMA LIVE E OUTRA por FÁBIO MONTEIRO



Estamos em casa. 
Lugar que devemos nos manter seguros.
Nesse momento, acreditem, trabalhamos muito mais que na rotina anterior. 
Selecionamos os melhores livros, estudamos as plataformas virtuais mais eficazes, planejamos aulas com saberes que já tínhamos e outras tantas habilidades que, coletivamente, passamos a exercita nesse novo contexto. 
Temos rotina, mas refazemos ela no desequilíbrio do encontro de outras tantas. Reorganizamos os espaços de nossa casa para receber nossos alunos e alunas. 
Cada hora, nova descoberta. Cada momento, novo planejamento, tentando criar espaços de aprendizagens frente ao isolamento horizontalizado. 
Temos medo também, mas seguimos. 
Verticalizamos ainda mais nossos conhecimentos por ser essa nossa missão. 
Temos placa em nosso peito de "estamos em obras", pleno trabalho de andaimes que sobem e descem, construindo ou reconstruindo certezas. Num tempo de horizontes incertos, aprender é lugar constante nas ações de nossas vidas. 
ah! Fazemos comidas também. Cuidamos dos filhos, limpamos a casa, brincamos com nossos bichinhos, arrumamos aquela prateleira de livros que a muito tempo precisava de uma faxina. 
Estamos organizando a vida, e seguimos. 
Pensando, pensando... pensando. 
Fomos convocados a olhar com lupa para todas as necessidades dos alunos, sejam conceituais ou procedimentais, e aceitamos esse desafio. Cada criança permanece sob nossa responsabilidade e as famílias nosso maior apoio.
Acreditamos em toda nossa comunidade, e seguimos. 
Percebemos nas nossas singularidades grande potencial em trocas coletivas. Descobrimos novos parceiros de trabalho, em horários diversos de trocas de ideias, materiais. Aumentamos as listas de livros para nossa leitura e trocamos muitas histórias. 
Criamos situações solidárias para entregar um pouco de esperança. 
Criamos situações solidárias para entregar um pouco de esperança. 
Estamos com saudades também, mas seguimos. 
Lapidamos nosso conhecimento para convidar nossos alunos em novos espaços de aprendizagem. Cuidamos da nova rotina lembrando sempre do outro. 
Na distância inevitável, tocamos com os nossos saberes as crianças, os adolescentes e seus familiares. 
Acolhemos o outro e dessa maneira somos recebidos em muitas conversas, escutas e saudades. 
Estamos redesenhando nossas histórias e sabemos que nesse momento, essa ação acontece em cada família parceira; os comentários das crianças nas lives, os email's de agradecimentos, um simples telefone de gratidão acende o coração de alegria. 
Nosso trabalho confirma porque merecemos respeito e valorização. Renascemos nesse momento complexo para dar respostas aos novos desafios. 
Todos os esforços, empreendidos pelos professores e professoras nesse tempo de incertezas, revolucionará nossa ação na escola quando tudo isso passar, e acreditem... Vai passar!
Estaremos mais uma vez na escola, esperando por vocês. 









segunda-feira, 30 de setembro de 2019

INDICAÇÃO DO LUA, NOITE E DIA PELO PROFESSOR ELVIS RODRIGUES



O livro fala, de maneira muito bela, sobre amizade, sobre encontros e desencontros, sobre gente.
Narra a amizade quase ao estilo do filme “O Feitiço de Áquila” (1985). O livro traz como personagens dois garotos, um “menino-DIA” e outro “menino-NOITE”. Esse são seus nomes: DIA e NOITE. Dois amigos que se encantam, se amam, brincam, mas nem sempre se encontram. O encontro, quando se dá, tem o tempo muito breve, um lampejo no momento em que NOITE e DIA se alcançam. “NOITE e DIA raramente se encontravam para brincar. Coisa rara, efêmera, finita. Quando acontecia...”.
Esta é a beleza da amizade. devemos sempre cultivá-la, mas mesmo que estejamos à distância, ou tenhamos pouco tempo de contato, quando os amigos se encontram, o tempo fica suspenso, ganha qualidade e a vida nova cor. Amizade é dom. Dom de si para o outro. É festa. Dom de DIA para NOITE; festa de NOITE com DIA. SIGA EDIÇÕES PAULINAS: =====================================

domingo, 22 de setembro de 2019

LANÇAMENTO LUA, NOITE E DIA EM SP!

Agenda de lançamentos do Livro Lua, Noite e Dia em São Paulo.

Dois momentos super especiais!

CASA DIÁLOGOS.
27 de setembro (Sexta) às 19h30h
Local: R. Orlando Valderano, 47 - Vila Santo Estevão, São Paulo.
Proposta: Narrativas - orais, escritas e visuais com André Neves, Fábio Monteiro e Luciano Pontes.
Inscrições no site
https://www.dialogosviagenspedagogicas.com.br/lancamento-livro-lua-noite-dia



LIVRARIA NOVESETE.
29 de Setembro (Domingo) às 11h.
Local: R. França Pinto, 97 - Vila Mariana, São Paulo - SP.
Proposta: Conversa com os autores, lançamento e autógrafos.



Aguardamos vocês!

sábado, 24 de agosto de 2019

Formação Leitora por Fábio Monteiro






Não lembro ao certo se minhas primeiras leituras literárias eram sobre águas, meninos e peixes criados em bolsos, mas tenho certeza de que causaram tamanho estranhamento no meu início como leitor. Tomava susto com as palavras e seus significados, sofria com a falta que fazia não saber de tudo e das diversas tentativas de burlar as regras perguntando aos adultos os seus significados, também tinha dificuldade de associar letra a letra na consulta ao dicionário. Minha mãe sempre dizia que conhecimento é conquista e o significado das palavras é sempre maior que seu significado. Nunca dizia o que já sabia, mas quando tínhamos a resposta do dicionário ela rapidamente afirmava:

– Eu já sabia! – e eu acreditava que, na sua grandeza de mãe, tinha todo conhecimento do mundo.

Meu Pai tinha mania de invenções poéticas, criava significados complexos para os sentidos mais simples. Era artista de desenho e lia cada palavra como se fossem imagens.





Ler era um desafio diário para mim, uma conquista a cada sentido compreendido e compartilhado com o outro, saída para uma realidade dura que vivia na periferia do Recife, possibilidade em ter noites sonhadas e concretização de projetos futuros.

A leitura da vida apontava para a importância do enamoramento com os livros e foi na biblioteca da escola que encontrei um lugar de habitar. Lá, os livros eram de graça e podia levar vários deles para casa. Depois dele meu quintal ficou ainda mais divertido, porque as histórias lidas vitalizavam brincadeiras todos os dias. Tantas foram as vezes que as personagens saltaram de um pé de jambo para o outro, que fantasmas adentraram o esconde-esconde e que piratas saltaram de montinhos de areia para banhos de mangueiras que afogavam o calor na água gelada. Meu quintal se tornou extensão da imaginação iniciada nos livros, brincadeiras sem tempo para acabar.

A leitura era brinquedo sem regra, era jogo que tomava o dia inteiro, e aos poucos, assumiu uma importância grande para sonhar com dias melhores. Um jeito de pensar futuro e acreditar que ela transformaria minha vida em conquistas profissionais e possibilidades em ver o mundo com sensibilidade e contemplação, um jeito só meu de transformar pedras em água na peneira.
Hoje a leitura me acompanha em tudo que faço; ela é profissão e diversão; amizade e estranhamento; conquista e obrigação. Nem sempre é confortável e desejada, mas sempre é necessária e proveitosa, nem sempre prazerosa, mas geradora de prazeres a cada descoberta e janelas abertas para horizontes. Com as leituras de livros, aprendo a arrancar espinhos, a olhar carneiros em caixas imaginárias e a nunca me sentir sozinho.

Fábio Monteiro é Professor de História do Colégio Parthenon e Escritor de Livros para Infância e Juventude. Leitor de muitas histórias de livros e lembranças.