quinta-feira, 7 de março de 2019
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
CASAS SONHADAS, CASAS DE BRINCAR NA INFÂNCIA
Toda vez que leio Sementes de Cabanas Encantadas, lembro da "cabana" que me abrigou na infância.
Na minha casa tinha fragmentos de sonhos, paredes de concreto e um chão sem tamanho de realidade. Na casa da infância, só minha, o quintal era o lugar mais belo do Recife. Festa de brincadeiras em que tudo era fantasiado nas subidas em pés de jambo e no medo das sombras que faziam em silêncios, assopros assombrados.
Na minha casa tinha fragmentos de sonhos, paredes de concreto e um chão sem tamanho de realidade. Na casa da infância, só minha, o quintal era o lugar mais belo do Recife. Festa de brincadeiras em que tudo era fantasiado nas subidas em pés de jambo e no medo das sombras que faziam em silêncios, assopros assombrados.
Na minha infância, na casa que não sonhava como minha, fazia cabanas com palhas de coqueiros e refugiava-me de temporais, morada temporária só pra ver o mundo passar sem tantas preocupações.
Hoje amanheci com vontade dessa cabana da infância, morada de sonhos e histórias bonitas, porque no Brasil, minha casa, a casa da minha infância se repete em temporais, assombros e num chão de realidade cada vez mais duro.
Melhor mesmo é voltar a imaginar casas mais lindas.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Histórias sopradas em vento por Fábio Monteiro
Que bom seria resgatar conversas soltas em pleno mar.
https://www.paulinas.org.br/loja/historias-sopradas-em-vento
sábado, 12 de janeiro de 2019
FENÍCIOS por Fábio Monteiro
Nada seria melhor que um mar, um barco, uma ideia.
Um sopro de vento aspirado pelas velas em
movimento para disparate nas ondas.
A morbidez das ideias insólitas gerou reflexo de medusa, imobiliza quem ousa enxergar.Incrível é não se perceber vela-barco-sopro nos dias atuais.
O mais necessário está no mar, no horizonte, longe, na vontade de partir em saída silenciosa, como Fenícios desbravadores.
Deles, nada de talassocracia por não desejar poder, nada de fonética silábica por querer o anonimato, apenas que nos ajudem a desbravar um coração sangrando em veias pela América.
E que soprem os ventos!
#poética #mar
#fenicios #seguir #eduardobueno #asveiasabertasdaamericalatina
Um sopro de vento aspirado pelas velas em
movimento para disparate nas ondas.
A morbidez das ideias insólitas gerou reflexo de medusa, imobiliza quem ousa enxergar.Incrível é não se perceber vela-barco-sopro nos dias atuais.
O mais necessário está no mar, no horizonte, longe, na vontade de partir em saída silenciosa, como Fenícios desbravadores.
Deles, nada de talassocracia por não desejar poder, nada de fonética silábica por querer o anonimato, apenas que nos ajudem a desbravar um coração sangrando em veias pela América.
E que soprem os ventos!
#poética #mar
#fenicios #seguir #eduardobueno #asveiasabertasdaamericalatina
domingo, 25 de novembro de 2018
LIVRO DA GATO LEITOR É PREMIADO COM O SELO CÁTEDRA 10
O livro “Eu não sou não”, com texto de Fábio Monteiro e ilustrações de Ionit Zilberman, foi distinguido com o Selo “Seleção Cátedra 10” da Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio.
Obrigado ao grupo de pesquisadores e especialistas da Cátedra Unesco de Leitura e do Instituto Interdisciplinar de Leitura da PUC-Rio que selecionou os livros deste ano.
A SELEÇÃO CÁTEDRA 10 indica obras com valor literário, plástico e editorial, considerando temas e gêneros diversos, sem designação por categorias ou faixas etárias, mas atenta, sobretudo, à qualidade artística do diálogo texto/imagem, que torna o livro infantil e juvenil um artefato original indispensável para arte-educação.
#selocatedra10 #cátedraunescodeleitura #pucrio #PUC-Rio #iiLer #literaturainfantil #melhoresde2018 - #regrann
terça-feira, 13 de novembro de 2018
domingo, 4 de novembro de 2018
Patrono de Morro Reuter - Fábio Monteiro
Serei Patrono da Feira do Livro de Morro Reuter/RS e isso é uma representação feliz do que a arte pode nos proporcionar. A cidade é uma daquelas tantas no Rio Grande do Sul de colonização europeia em que a imigração construiu nosso país e eu, na condição de imigrante no meu próprio país, mais um nordestino abraçado por São Paulo há 18 anos, sou homenageado nesse ano.
Isso é prova do quanto podemos ser mais que um estado, uma região e abraçar o outro na sua singularidade e coletividade, na brasilidade que somos e sentimos em nosso país.
Somos muitos, somos tantos e esse mapa disforme e paradoxo em ser brasileiro, com traços, gostos, sotaques, etnias, paisagens e tantas outras características nos formam nas nossas alegrias e dores, nas nossas histórias e memórias, nos nossos esquecimentos e contradições.
Hoje, a saudade da minha terra e da minha casa no Recife, sou mais nordestino, mas experimento o inegável gosto de ser mais sulista, Rio grandense, Morroreutense, mas inquestionavelmente , mas Brasileiro.
Isso é prova do quanto podemos ser mais que um estado, uma região e abraçar o outro na sua singularidade e coletividade, na brasilidade que somos e sentimos em nosso país.
Somos muitos, somos tantos e esse mapa disforme e paradoxo em ser brasileiro, com traços, gostos, sotaques, etnias, paisagens e tantas outras características nos formam nas nossas alegrias e dores, nas nossas histórias e memórias, nos nossos esquecimentos e contradições.
Hoje, a saudade da minha terra e da minha casa no Recife, sou mais nordestino, mas experimento o inegável gosto de ser mais sulista, Rio grandense, Morroreutense, mas inquestionavelmente , mas Brasileiro.
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