sexta-feira, 7 de março de 2014

BOLOGNA CHILDREN'S BOOK FAIR




"A MENINA QUE CONTAVA" e "COMO NATUREZA" entraram no Catálogo para a Feira de Bolonha de 2014. Não tenho nem palavras para expressar o quanto estou feliz com isso. Obrigado aos editores da Paulinas e Abacatte, obrigado aos queridos ilustradores André Neves e Elisabeth Teixeira e a todos os familiares e amigos, parceiros dessa vida!












http://www.fnlij.org.br/site/publicacoes-em-pdf/catalogos-de-bolonha/item/541-catálogo-fnlij-para-feira-de-bolonha-2014.html





domingo, 2 de fevereiro de 2014

SOBRE OS ILUSTRADORES ANDRÉ NEVES E ELISABETH TEIXEIRA


Desde 1990, eu ilustro e crio projetos gráficos para livros infantis. Já são mais de 100 títulos publicados e alguns premiados. Meus desenhos já viajaram para participar de mostras internacionais e nacionais de ilustração. Também escrevo histórias tanto para literatura infantil quanto para publicações do gênero. Atualmente vivo no Rio de Janeiro. Aqui tem praia brava, floresta exuberante, gente simpática e o céu mais azul que eu já vi. 

Elisabeth Teixeira 
 Acesse o site http://elisabethteixeira.blogspot.com.br/



A minha identidade visual estará sempre em formação. Sou inquieto e o mundo é instigante. A arte me inspira e respiro ainda hoje grandes artistas. As grafias xilogravadas de Samico. A densidade de olhares marcantes do Reynaldo Fonseca, as cores do Cícero Dias, ousadia de Romero de Andrade Lima, a plástica expressiva de Abelardo da Hora, a técnica apurada de Badida. Todos estão em meu trabalho. Meu mar cresceu com essas fontes e hoje recebo muito mais. Mudo naturalmente para não me afogar com a arte. 

André Neves 

Leia toda entrevista: 
http://www.mundoleitura.com.br/2012/02/andre-neves-e-as-imagens-do-brasil/




domingo, 26 de janeiro de 2014

PSICOLOGIA DE UM VENCIDO por AUGUSTO DOS ANJOS






UM DOS PRIMEIROS POETAS APRESENTADOS PARA MIM FOI AUGUSTO DOS ANJOS. NA MINHA POUCA IDADE, HAVIA UM ESFORÇO EM VÃO EM COMPREENDÊ-LO NA SUA DIMENSÃO, E POR ISSO, APENAS ADMIRAVA O SOMATÓRIO DAS SUAS PALAVRAS, A SONORIDADE DOS SEUS SENTIDOS E O PESO DAS PERDAS DO AUTOR.  

"Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia,
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme - este operário das ruínas - 
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos pra roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!"

                                   Augusto dos Anjos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

PARA CONTAR MEMÓRIAS por CRISTIANE ROGÉRIO (JORNALÍSTA E ESCRITORA)


Foto: PARA CONTAR MEMÓRIAS

Alga era uma menina boa em matemática. Com um nome destes, pudera. Mas era mais do que isso: ela via número em tudo na vida. O tempo todo estava fazendo algum cálculo, dos botões do velho casaco da mãe a pensamentos meio malucos como "quantos minutos são necessários para se chegar ao fim do mundo?". É por aí que nos leva o livro A Menina Que Contava (Ed. Paulinas), escrito por Fábio Monteiro e ilustrado por André Neves. E se o leitor supõe que se trata de um livro-brincar com números... engana-se. Há muito mais nele. 

Tem poesia.

Tem contação, claro. Não só de números mas, sim, histórias. E nos remete a memórias nossas, remexe tudo lá dentro, prepare-se. Comigo foi assim. A menina que tudo calculava sabe bem o que - com o que, com quem - realmente devemos contar nesta vida. "Alga contava nuvens, contava os carros, contava os sonhos!". E, um dia, conheceu um contador. Um contador de histórias. 

Este livro nos amarra pelo afeto. A gente se apaixona aos poucos, uma delícia. Brinca com a gente de ser absurdo, mas nos dá um abraço aconchegante no final. Assim como Alga, André brincou com os números e teceu com o escritor um sem-número de emoções. Tem coisa melhor para se contar? Alga era uma menina boa em matemática. Com um nome destes, pudera. Mas era mais do que isso: ela via número em tudo na vida. O tempo todo estava fazendo algum cálculo, dos botões do velho casaco da mãe a pensamentos me...io malucos como "quantos minutos são necessários para se chegar ao fim do mundo?". É por aí que nos leva o livro A Menina Que Contava (Ed. Paulinas), escrito por Fábio Monteiro e ilustrado por André Neves. E se o leitor supõe que se trata de um livro-brincar com números... engana-se. Há muito mais nele.

Tem poesia.

Tem contação, claro. Não só de números mas, sim, histórias. E nos remete a memórias nossas, remexe tudo lá dentro, prepare-se. Comigo foi assim. A menina que tudo calculava sabe bem o que - com o que, com quem - realmente devemos contar nesta vida. "Alga contava nuvens, contava os carros, contava os sonhos!". E, um dia, conheceu um contador. Um contador de histórias.

Este livro nos amarra pelo afeto. A gente se apaixona aos poucos, uma delícia. Brinca com a gente de ser absurdo, mas nos dá um abraço aconchegante no final. Assim como Alga, André brincou com os números e teceu com o escritor um sem-número de emoções. Tem coisa melhor para se contar?

 







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Esconderijos do Tempo

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CALEIDOSCÓPIO por FÁBIO MONTEIRO


Costumo encarar os desafios do cotidiano na perspectiva de um  caleidoscópio.
Por mais vivo e mágico, não pretendo entender a profusão de cores e todas as suas combinações de formas.
Gosto dos paradoxos da arte e surpresas do cotidiano, e quando extrapola minhas possibilidades de compreensão, apenas admiro e isso me basta.
Gosto de cores, todas elas. Gosto de cafeína, de todos os tipos, mesmo as menos glamorosas. Gosto de diversas paisagens, e não tenho a pretensão de que elas se complementem, apenas admiro.
Gosto de vários tipos de personagens: os mais feios, os mais emotivos, os mais fantasiados, os mais tímidos, os maiores e os pequenos. Admiro todas as possibilidades e impossibilidades de diálogos, e o silêncio do mar.
Não tenho certezas, apenas curto os movimentos ininterruptos e isso não é tudo, mas é um grande começo.